Colunista comenta audiência entre governador e prefeito de CG

Da Redação. Publicado em 8 de julho de 2021 às 9:09.

Paraíba Online • Colunista comenta audiência entre governador e prefeito de CG

Foto: Montagem/Reprodução

Chegou o dia da esperada audiência administrativa entre o governador João Azevêdo e o prefeito Bruno Cunha Lima (BCL).

O que deveria ser uma rotina foi convertido num fato raro e relevante.

Trata-se de uma oportunidade para tratarem, direta e objetivamente, de problemas comuns que envolvem a cidade de Campina Grande, notadamente na área da saúde pública.

No final do ano passado, João e o então prefeito eleito Bruno dialogaram acerca do enfrentamento à pandemia, na perspectiva de ações comuns.

Infelizmente, essa conversa não se desdobrou, a partir da posse de BCL, em mútuas ações concretas e convergentes.

Na prática, o que observamos foram batalhas judiciais, retóricas e midiáticas envolvendo Estado e PMCG, visivelmente desnecessárias.

Quantidade de doses de vacinas e controle da regulação de leitos foram alguns dos motes da beligerância.

Outro capítulo dessa refrega foram os decretos definindo gradações distintas para o combate aos momentos mais críticos da pandemia do coronavírus.

Foi o predomínio dos operadores do direito, no protagonismo dos embates jurídicos, onde deveria sobressair o bom senso do diálogo entre os técnicos do Estado e da PMCG.

É evidente que essa falta de convergências, de parceria, em alguma medida dificultou o combate ao invisível vírus.

Bruno e João provavelmente estarão em ´palanques´ diferentes nas eleições que se aproximam.

Mas o processo eleitoral é tema para o tempo recomendado pelo calendário próprio.

Por enquanto, é somar esforços e discutir pautas comuns em prol do povo campinense, único destinatário da administração pública, em qualquer patamar.

Não podemos perder de vista que há mais de uma década a PMCG e o Estado não celebram sequer um mísero convenio relevante.

É algo injustificável do ponto de vista da gestão pública, mesmo sabendo que governadores e prefeitos adotaram opções eleitorais e partidárias distintas.

Isso não justifica esses mundos estanques. Em muitos casos, com desperdício dos escassos recursos públicos, porque houve ações redundantes ou excludentes.

É necessário que a audiência de hoje sirva para delimitar um novo marco na convivência intergovernamental.

É hora de racionalidade, equilíbrio e, principalmente, espírito público. Não é pedir demais.

*com informações da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

Para ler a coluna completa desta quinta-feira, acesse aqui:
https://paraibaonline.com.br/aparte/alianca-estendida/

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