Unifacisa promove atendimentos gratuitos de abordagem da nutrição comportamental

Da Redação com Ascom. Publicado em 24 de junho de 2021 às 15:41.

No final do ano passado, o IBGE divulgou os dados da Pesquisa Nacional de Saúde e revelou que seis em cada dez brasileiros estavam acima do peso no país. Se focarmos exclusivamente a porcentagem de adultos com obesidade esse número subiu de 12,2% para 26,8%.

Além disso, nos últimos meses, com a pandemia da Covid-19, muitas pessoas reconhecem que passaram a comer mais e sofrer de transtornos alimentares.

Um estudo da Clínica Schoen Roseneck, na Alemanha, com pacientes com transtornos alimentares que tiveram alta em 2019, mostrou que 41,5% tiveram piora nos sintomas. Já na Austrália, um estudo revelou um surto de anorexia nervosa entre crianças no início da pandemia.

Em fevereiro deste ano, o curso de nutrição da Unifacisa iniciou um trabalho de abordagem da nutrição comportamental com pacientes do Hospital de Ensino e laboratórios de pesquisa – HELP.

De acordo com a coordenadora do curso, Viviane Barros, o projeto busca trabalhar os pensamentos e comportamentos disfuncionais relacionados ao peso e à alimentação dos pacientes.

“A nutrição comportamental trabalha sobre aspectos relacionados ao comportamento alimentar. Esse tipo de atendimento fundamenta-se em técnicas psicoeducativas e cognitivo-comportamentais, atuando diretamente sobre as atitudes alimentares disfuncionais. Além disso, nosso ambulatório de nutrição comportamental também atende aos pacientes pós-covid assistidos pela Unifacisa e Fundação Pedro Américo, contribuindo na recuperação e em uma mudança de comportamento que garanta mais saúde”, pontuou.

De acordo com o orientador do projeto, o nutricionista e professor da Unifacisa, Diego Elias Pereira, nos últimos anos os estudos têm mostrado que o modelo de dieta utilizada por muitos profissionais, acaba excluindo alguns grupos alimentares e tornando a dieta um pouco restritiva, mais difícil de serem seguidas pelos pacientes e causando frustração.

O objetivo da nutrição comportamental é trabalhar o oposto disso, busca trazer consciência de como se relacionar com os alimentos e manter um estilo de vida saudável, duradouro e que colabore com a manutenção da sua saúde.

Foto: Ascom

Foto: Ascom

“Antigamente a gente via o paciente apenas por uma questão biológica, a partir do momento que mudamos essa visão, a gente passa a considerar outros elementos, as características psicológicas, sociais, que estão envolvidas dentro desse contexto da nutrição. Hoje em dia as pessoas são bombardeadas com muitas informações sobre nutrição, ao invés de conseguir melhorar, estão ficando cada vez mais doentes. A nutrição comportamental vem para melhorar, mostrar o caminho que se deve seguir para uma alimentação saudável e duradoura”, afirmou.

O projeto está integrado a disciplina de práticas da nutrição aplicada e os estudantes do curso de nutrição da Unifacisa estão trabalhando essa abordagem, promovendo uma escuta mais ativa aos pacientes e utilizando ferramentas da psicologia nas consultas que duram em média 40 minutos ou 1h.

A estudante do 8º período do curso, Suênia Nunes, afirmou que a experiência tem sido um diferencial na formação profissional.

“Sinto que passo a ter mais uma vivência de mercado de trabalho, aliando teoria à prática. E principalmente, tendo um olhar mais humanizado com o paciente”, disse.

A coordenadora do curso de nutrição da Unifacisa, Viviane Barros, destacou essa preocupação na formação do aluno e com o paciente.

“Nos preocupamos em preparar nossos alunos para contribuir com a sociedade por meio da nutrição levando conhecimentos inovadores respaldados pela ciência. Trazer a assistência nutricional ao HELP, trabalhando a abordagem da nutrição comportamental permite aos nossos alunos ajudar as pessoas a mudar sua relação com o comportamento e a comida, principalmente em épocas de pandemia, onde precisamos fortalecer nosso sistema imunológico. Muitos dos nossos egressos que tiveram a primeira experiência com a nutrição comportamental na Unifacisa estão trabalhando com essa abordagem e nutrindo as pessoas de atitudes positivas”, concluiu.

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