Secretaria de Saúde da Paraíba investiga possível caso de mucormicose no estado

Da Redação. Publicado em 7 de junho de 2021 às 21:15.

Foto: Paraibaonline

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A Secretaria de Saúde da Paraíba investiga dois casos de mucormicose, que é uma infecção mais conhecida como “fungo preto”. Um dos casos resultou na morte de uma mulher, moradora do município de Areia de Baraúna, da região de Patos, e foi transferida em estado grave para o Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa.

O médico infectologista, Francisco Bernardino, explicou que a paciente se tratava de uma adulta jovem, que apresentava quadro diabético, e que ao chegar à capital realizou uma série de exames que confirmaram a hipótese de mucormicose.

“Não é um diagnóstico fácil, não é todo dia que nós vemos mucormicose. Geralmente nós vemos em pacientes imunodeprimidos, e há uma frequência em diabéticos, que têm contato com o fungo no meio ambiente, e acabam evoluindo para um quadro mais grave”, explicou.

O infectologista detalhou como a doença pode se manifestar nos pacientes.

“Existem várias formas da doença, a mais conhecida pode ser aquela que atinge os seios da face e o sistema nervoso central. O paciente pode evoluir com uma rinossinusite, e pode evoluir com o acometimento do sistema nervoso central, que pode apresentar drenagem de secreção purulenta pelas fossas nasais, escurecimento da pele ao redor das narinas e globo ocular. Se a infecção não for tratada, com o tempo pode aparecer necrose facial, e todas as consequências desse quadro”, disse.

O médico ainda destacou que o tratamento é feito com antifúngicos pelo acesso venoso, e muitas vezes o paciente precisa passar por um processo cirúrgico para retirada do tecido necrosado.

Além disso, o Dr. Francisco Bernardino ressaltou que não há nada que comprove uma associação entre a mucormicose e a covid-19, mas frisou que estudos têm sido feitos.

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