João Dória diz que Cássio Cunha Lima tem seu apoio, caso decida voltar às urnas em 2022

Da Redação. Publicado em 1 de junho de 2021 às 15:11.

O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), revelou que o ex-senador Cássio Cunha Lima terá seu apoio, caso decida disputar as eleições de 2022. Ele destacou que não pretende interferir no processo eleitoral da Paraíba, mas que não poderia furtar-se “a falar de um amigo”.

“Gosto muito do Cássio, é meu amigo e tenho enorme respeito, assim como tenho pelo Pedro e como tinha por Ronaldo. Tenho muita estima pelo Cássio e, se essa for a sua decisão, terá o meu apoio. Ele foi um grande senador, um grande governador e é uma pessoa de bem”, disse.

Ao ser questionado se será candidato a presidente da República em 2022, Dória deixou claro que agora não é o momento para tratar sobre política, mas frisou que está preparado para enfrentar o que vier pela frente.

Ele citou que é filho de pai nordestino e que aprendeu a enfrentar as adversidades e superar todas as dificuldades. Também revelou que desde muito cedo trabalha e que não é filho de ricos.

“Me sinto motivado a defender o meu país e por isso vim para a vida pública. Sou empresário e construí a minha vida trabalhando muito. Comecei como office-boy”, frisou.

Foto: Reprodução

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O governador considerou que as eleições do próximo ano não serão bipolarizadas e citou uma pesquisa que indica que 50% da população brasileira não tem opção pela extrema esquerda ou pela extrema direita. Também disse que o recente encontro entre os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não caracteriza formação de palanque.

“Foi um gesto institucional, eu não classificaria isso como uma decisão do Fernando Henrique de considerar ou expressar simpatia com o ex-presidente Lula. Vamos deixar o embate para o momento certo da campanha”, colocou.

Arrependimento

Dória declarou que se sente muito arrependimento por ter votado em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e classificou o atual presidente como “psicopata”. Ele enfatizou que Bolsonaro atenta contra a democracia, contra a vida, contra as instituições e contra o Brasil.

“Elegemos um psicopata. Um homem que faz o que faz, que diz o que diz e que assume ser um terraplanista e negacionista não é uma pessoa com as faculdades mentais em ordem”, enfatizou.

O governador de SP argumentou que conhece diversos agentes políticos e que tem discordâncias com muitos deles, mas eles não apresentam traços de psicopatia.

“Tenho discordâncias com Lula, mas ele não é psicopata. […] O Brasil virou um pária. O Brasil é uma ameaça ao mundo e não sou eu quem está dizendo, foi o presidente da OMS, Tedros Adhanom. Reconheço o meu erro e não errarei outra vez”, pontuou.

Vacinas

João comemorou o anúncio da Organização Mundial de Saúde (OMS) de aprovação da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, para uso emergencial. Ele revelou que uma nova fábrica está sendo construída e há a previsão de que em dezembro deste ano o Instituto Butantan poderá produzir a CoronaVac 100% no Brasil, sem dependência de IFA (ingrediente farmacêutico) ou de equipamentos de fora.

Ainda ressaltou que está aguardando a aprovação da Anvisa para a vacina ButanVac, a vacina do Butantan, para que o Brasil receba em breve mais 40 milhões de doses de imunizante contra a Covid-19.

Dória lamentou a inércia por parte do governo federal e disse que “poderíamos ter iniciado a vacinação na primeira semana de novembro”.

“Se tivéssemos feito isso, hoje estaríamos com 70% da população vacinada e praticamente todo o Brasil protegido”.

O governador reforçou que a vacinação teve início no Brasil antes do previsto pelo governo federal por conta da iniciativa do governo de São Paulo, que iniciou a imunização em janeiro com a CoronaVac.

*As informações foram concedidas em entrevista à Rádio Correio FM.

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