Especialista comenta casos suspeitos de mucormicose na Paraíba

Da Redação. Publicado em 8 de junho de 2021 às 21:30.

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Foto: Getty Images via BBC

“A cultura de fungos foi positiva, nós documentamos, apresentamos o resultado à equipe e solicitamos que fosse comunicado a Secretaria de Saúde porque se trata de um caso muito relevante e precisamos estar vigilantes”.

A afirmação partiu da bioquímica com atuação em fungos, Neusa Cavalcante, durante entrevista à CBN FM, e tem relação com os dois casos suspeitos de mucormicose na Paraíba.

De acordo com ela, o diagnóstico micológico foi feito, no entanto, o processo de confirmação precisa de muitos dados, envolvendo questões como anatomia patológica, otorrino, infectologia e patologia bucal.

A especialista esclareceu que esse tipo de infecção fúngica não é algo novo, mas a suposta relação com a Covid-19 ainda está em investigação. Diferentemente da diabetes, que inclusive acometia os dois casos suspeitos no estado.

“Sempre tivemos associação com diabetes, isso não é uma situação nova, o que acontece é que o paciente com Covid-19 é extremamente manipulado, adquire uma imunossupressão, tem uso prolongado de corticóide, de antibióticos, a própria permanência dele em ambiente hospitalar UTI favorece a implantação desse fungo”, completou.

Durante a entrevista, Neusa tranquilizou a população a respeito da transmissão do fungo, citando que não há relatos de contaminação de pessoa para pessoa, uma vez que a micose se implanta de forma oportunista, sendo necessário um fator predisposto.

“Uma pessoa saudável dificilmente vai adquirir, porque não há um ambiente adequado para que ele [o fungo] se desenvolva. É bom salientar ainda que esses fungos estão em qualquer lugar: nos vegetais em decomposição, no filtro do ar condicionado […] É popularmente conhecido como bolor, o mofo. Então para que ele provoque a doença é preciso que tenha esses fatores que predisponham”.

O tratamento, segundo a bioquímica, é feito a depender do estágio da doença, e na maioria das vezes utiliza antifúngicos. Os sintomas também são variados, e dependem da localização da infecção.

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