Sindicalista critica forma como matéria do Ipsem foi votada na Câmara campinense

Da Redação*. Publicado em 8 de maio de 2021 às 10:29.

Foto: Paraibaonline

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab), Giovanni Freire, em entrevista concedida à Rádio Caturité FM, neste sábado, 8, abordou sobre o projeto da Previdência municipal (Ipsem), e criticou como se deram os trâmites da votação no Legislativo campinense.

O sindicalista afirmou que a votação, que segundo ele foi realizada sem diálogo com a categoria, ocorreu de forma “absurda”.

“É um absurdo esse projeto ter sido votado da forma absurda que foi. Esse cálculo deve ser acompanhado por especialistas. Há quinze dias, o projeto chegou na CMCG, ela foi encaminhada a nós pelos vereadores Anderson Pila e Jô Oliveira, e nós precisávamos do complemento, de um estudo e a previsão orçamentária, outros âmbitos que poderiam ser discutidos. A gente mudou alguns vereadores, mas as práticas são as mesmas e eles não são abertos ao diálogo. O Ipsem é uma matéria que precisa de discussão”, explicou.

Freire afirmou que essa matéria votada na última quinta-feira discursava sobre a alíquota paga pela prefeitura campinense, criticou a falta de concursos e ainda declarou que a Câmara agiu de “forma vergonhosa”.

“O servidor não vai contribuir a mais, nós já tivemos um prejuízo que foi a mudança na alíquota do trabalhador de 11% para 14%, que foi votada em dezembro de 2019. Essa matéria trata sobre a contribuição patronal, no caso a prefeitura, que reduz pra 7,5%, e joga para os outros governos alíquotas impraticáveis, pois não assume esse debate. E os trabalhadores, com um salário defasado, paga 14%. Um concurso público se faz necessário, o ex-prefeito Romero Rodrigues só chamou 1.500 funcionários por concurso. A Câmara agiu de forma vergonhosa em votar essa matéria em 1 minuto”, afirmou.

Durante a sessão, os vereadores da oposição deixaram a Casa de Félix Araújo, como forma de se opor à votação da matéria.

“Eu tentei manter contato, mas não consegui pra saber como foi a estratégia montada. Eu não sei se foi a tentativa de não ter quórum. A bancada governista não entende o que é ser governo ou oposição. Às vezes os vereadores votam de uma forma, o prefeito veta sem nenhuma discussão, e eles mudam de opinião. Essa prática segue sendo realizada nesta gestão. Tem muito vereador lagartixa, que balança a cabeça e aceita tudo o que o prefeito quer. Os vereadores foram eleitos pelo povo, não precisam ser submissos”, finalizou.

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