Promotora em Saúde de Campina Grande detalha reunião com órgãos públicos

Da Redação. Publicado em 25 de maio de 2021 às 18:38.

Foto: Reprodução

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A promotora em Saúde de Campina Grande, Adriana Amorim, esclareceu, em entrevista a uma emissora de rádio local, sobre uma reunião realizada ontem, segunda-feira (24), com a presença do Conselho Regional de Medicina, representantes das Secretarias de Saúde do Estado e do município, além de representantes de hospitais referência em Covid-19 na cidade.

Na ocasião, segundo ela, foram discutidas questões referentes à dita como 3ª onda da pandemia, a exemplo da preocupação com a continuidade das medidas de prevenção, e do atendimento aos pacientes, com o foco, principalmente, na crescente ocupação de leitos.

“[Lembramos] o ocorrido da semana passada da transferência de pacientes da 2ª macrorregião, que tiveram que ir a capital do Estado em virtude da superlotação local. Outro ponto tratado foi a necessidade de transparência na distribuição de pacientes na rede municipal”, disse.

Sobre essa distribuição, a promotora destacou que ela é feita por uma Central Estadual de Regulação, que tem como papel manter o contato entre os municípios solicitantes e a rede especializada em Covid-19.

“As secretarias de Saúde divulgam os seus boletins diariamente, e o que ocorreu na semana passada, conforme nós verificamos nos cinco casos que nos foram apresentados, realmente foi uma falta de leitos, os hospitais estavam com a sua rede de enfermarias, que é uma grande demanda hoje, com superlotação e, por isso, esses pacientes tiveram que ser transferidos para hospitais da Região Metropolitana de João Pessoa”.

Já em relação aos chamados leitos de reserva técnica, Adriana destacou que eles também foram assunto debatido na reunião.

“Existia um acordo prévio entre a Secretaria de Saúde do Estado e o Hospital Pedro I para uma reserva de 10 leitos de UTI e 20 de enfermaria para o pronto atendimento do hospital, sendo que esses leitos de enfermaria, segundo a direção, foram totalmente ocupados com a demanda. Então, segundo as informações coletadas, não houve negativa pelo bloqueio, esses leitos bloqueados, digamos assim, estavam realmente ocupados”, enfatizou.

Por fim, a promotora destacou que ficou acordado em não haver nenhum tipo de bloqueio para novos pedidos de pacientes de outros municípios, visto que há uma carência neste momento de atendimento.

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