“Não há decreto que consiga impor consciência”, diz procurador de Campina Grande

Da Redação. Publicado em 17 de maio de 2021 às 20:55.

Foto: Paraibaonline

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“Não há decreto que consiga impor uma consciência, a consciência não virá a partir da lei, infelizmente, teremos que multar determinados ambientes, infelizmente, com a ajuda da força policial, teremos que encerrar determinados eventos por conta da situação. É uma luta constante”.

A afirmação partiu do procurador do município de Campina Grande, Aécio Melo, durante uma entrevista concedida a uma rádio local.

Na ocasião, ele comentou sobre a dificuldade de fazer com que o decreto seja cumprido, além de esclarecer que o cenário pandêmico muda todos os dias, inclusive, estabelecendo que há possibilidade de mudanças no decreto publicado recentemente, diante dos novos números, apesar de não haver um aceno do prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) ainda.

“Na verdade a preocupação maior do prefeito foi caminhar com cautela para a gente tentar manter o funcionamento de algumas atividades do município, há uma dificuldade natural com os novos números que não tem ajudado muito”, completou.

Aécio ponderou que o processo exige educação, consciência e empatia, mas destacou que boa parte da população perdeu o medo do vírus.

“Não temos quadro suficiente para uma fiscalização tão ampla, estamos até tentando ampliar esse quadro, mas há uma dificuldade natural, a população é grande e boa parte dela não tem consciência diante da situação pandêmica”, disse.

Por fim, o procurador teceu comentários sobre os principais setores citados no decreto. Confira:

Eventos:

“Os eventos têm a possibilidade do funcionamento com no máximo 80 pessoas. Nós chegamos a ter 200 pessoas, dialogando com o Ministério Público reduzimos para 100 e hoje 80 pessoas”.

Bares e restaurantes:

“Em relação a esse setor nós não tivemos uma mudança significativa, o funcionamento de 6h às 22h, 50% da capacidade máxima, distância mínima de 2 metros e todos os protocolos sanitários. A música é até permitida, só a dança que não é permitida nos ambientes”.

igrejas e templos religiosos:

“Funcionam sim com a lotação máxima de 30% da capacidade, mantendo distanciamento de 1,5 metros”.

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