Ministro Paulo Guedes: “Nós jogamos na defesa. Agora vamos para o ataque”

Da Redação. Publicado em 25 de maio de 2021 às 20:10.

Foto: Abr

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Em sua edição de ontem, o jornal Folha de São Paulo publicou uma longa entrevista com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Pela relevância do cargo, é importante reproduzir algumas de suas declarações.

“O presidente Bolsonaro é um animal político, tem um instinto político enorme. À medida que o tempo passa, ele vai se conscientizando dessas coisas políticas.

“Os liberais sempre foram politicamente inábeis – por isso nunca teve governo liberal no Brasil. O liberal é um ser abstrato.

“É claro que houve uma redução de aderência ao plano liberal. Tanto que eu falei, abertamente, que o grau de adesão do presidente à agenda econômica tinha caído de 99% para 65%.

“Nós jogamos na defesa nos primeiros três anos, controlando despesas. Agora vem a eleição? Nós vamos para o ataque. Vai ter Bolsa Família melhorado, BIP (Bônus de Inclusão Produtiva), o BIQ (Bônus de Incentivo à Qualificação), vai ter uma porção de coisa boa para vocês baterem palma. Tudo certinho, feito com seriedade, sem furar teto, sem confusão.

“No BIP, o governo dá um bônus para um jovem pegar um programa de treinamento dentro da empresa, para entrar no sistema produtivo. O governo dá um dinheiro para ele se manter e a empresa também paga um pedaço, que vai chamar BIQ.

“Em 40 anos, nunca saiu tanta gente da pobreza (com o auxílio emergencial). Você quer ajudar o pobre, faz uma transferência direta para ele em vez de criar um aparato estatal.

“É evidente que não quero (o desmembramento do ministério). Isso é decisivo, não pode. E, se você pergunta se o presidente já comentou isso comigo, já comentou. Está cheio de gente querendo. E ele diz: ´Você tem meu apoio, Paulo, segue o jogo. Se você estiver cansado, me avisa que eu tiro um pouco de peso do seu caminhão´.

“Ocorre que o Mandetta (Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde de 1º de janeiro de 2019 a 16 de abril de 2020) nunca falou em segunda onda, jamais falou em vacina, nunca falou em testagem em massa.

“Por que os governadores desativaram os hospitais? São criminosos e genocidas ou estavam achando que a onda estava indo embora? Se isso é verdade, por que o Congresso brasileiro deixou acontecer as eleições de outubro?”

“Eu nunca participei de uma reunião que alguém dissesse que faltou recurso, ao contrário (…) Nunca ouvi alguém falar que está faltando dinheiro. Era orientação do presidente, dinheiro para a saúde e para os informais”.

*folhapress

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