Em SC: equipe da Rede Record é agredida durante reportagem

Da redação com Folhapress. Publicado em 16 de maio de 2021 às 22:30.

Foto: Ricardo Alves/NDTV

Foto: Ricardo Alves/NDTV

ABINOAN SANTIAGO
FLORIANÓPOLIS, SC (UOL/FOLHAPRESS) – O repórter Ronaldo Daros e o cinegrafista Ricardo Alves, da NDTV, afiliada RecordTV, em Santa Catarina, foram agredidos ontem ao tentarem cobrir uma confusão que ocorria em um bar no centro de Joinville.

Um vídeo registrado por testemunhas mostra os envolvidos na confusão agredindo o repórter que estava dentro do carro. Em outro momento, as imagens flagram um homem quebrando o para-brisa do veículo da equipe de reportagem.

O caso está registrado na 7ª Delegacia de Polícia Civil de Joinville, que busca identificar os suspeitos que aparecem nas imagens. Ninguém foi preso no momento das agressões.

De acordo com o repórter Ronaldo Daros, e equipe retornava da cobertura de outra ocorrência quando decidiram parar o carro em frente ao bar para apurar uma confusão ocorrida entre frequentadores e funcionários do espaço.

Ao puxar o celular para gravar, Ronaldo diz ter sido impedido de filmar a briga, momento que a equipe se viu cercada.

“Eles começaram a bater no carro. O cinegrafista saiu para pedir para pararem e nesse momento, um dos agressores abriu a porta e começou a me bater. Perdi as contas de quantos socos me deram.

Em todo momento eles pediam para apagar o vídeo me ameaçando dizendo ‘vou te matar’. Mas como estava com cinto de segurança, não conseguia fugir para o outro lado do carro. Foi um ato muito covarde”, acentua.

Daros relata que parou de sofrer as agressões quando disse que apagaria o vídeo. Ao pegar o celular, um homem pula em cima do para-brisa do veículo e quebra o vidro. “Pulou com dos dois pés e o cinegrafista acelera apavorado. Estávamos muito assustados e em pânico”, contou.

O Grupo ND, proprietário da NDTV, segundo a equipe agredida, se comprometeu em dar apoio psicológico e jurídico. A empresa ainda não se manifestou oficialmente. Procurado pelo UOL, a empresa informou que comentaria ainda hoje por meio de nota.

“O sentimento é de muita tristeza, pois já chegaram batendo, nem falaram nada antes. Os jornalistas hoje em dia estão totalmente desprotegidos”, lamenta.

A reportagem entrou em contato com o estabelecimento onde a confusão aconteceu, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem enviou um e-mail para o endereço disponível no site da empresa e aguarda o retorno.

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