Vereadores campinenses discutem modalidade de realização das sessões

Da Redação. Publicado em 21 de abril de 2021 às 21:27.

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Foto: Câmara Municipal de Campina Grande

A mesa diretora da Câmara Municipal de Campina Grande não conseguiu uniformidade com relação à realização das sessões ordinárias.

Em reunião, anteontem, os vereadores que formam a mesa deliberaram que até o final do mês as sessões permanecerão na modalidade atual (remotas).

 “É preciso ter bom senso, responsabilidade e respeitar os protocolos sanitários, os decretos do estado e município, neste momento tão delicado. Estamos nos debruçando em estratégias para garantir uma volta segura, longe de riscos para todos”, assinalou um comunicado após a citada reunião. 

Já na sessão de ontem, o vereador-presidente Marinaldo Cardoso (REP) disse estar “convicto de que vamos voltar às sessões presenciais, de forma híbrida”.

Ao fazer uso da palavra na sessão, o vereador Rubens Nascimento (DEM) apontou a “inviabilidade de realizar debates profundos” durante as sessões remotas, “sem contar os problemas com conexão”. 

Ainda conforme o edil, “a cidade está caminhando em diversos segmentos”.

Rubens mencionou o que chamou de “bolha de prioridades´.

Ou seja, apesar da resistência às sessões em plenário, muitos parlamentares “fazem visitas políticas e despachos administrativos, participam de eventos sociais de um modo geral”.

“Observamos a casa fechada e enclausurada. Faço meu protesto individual. A essência do parlamento é a presença, é a tribuna, é o bom debate”, concluiu Rubens. 

O vereador Alexandre Pereira (PSD) repudiou, durante a sessão, a sugestão feita por um dos membros da mesa diretora (na reunião acima referida) – não mencionou o nome – no sentido de que apenas ele, Rubens e Waldeny Santana (DEM) participassem presencialmente das sessões.

“Isso é lamentável. A sugestão surge de pessoas que não têm nenhuma visibilidade na matéria política, em produção legislativa para a cidade”, protestou Alexandre.

Waldeny, Rubens e Alexandre foram os vereadores que cobraram publicamente, na semana passada, o fim das sessões remotas.

“Se houve algum comentário, eu não ouvi”, declarou a vereadora Valéria Aragão (PTB), em defesa da mesa diretora.

“Não houve nenhuma ´tripudiação´ do vereador Alexandre. Não houve, de forma alguma. Eu acredito que, ao final da reunião, em tom de brincadeira, uma das vereadoras fez isso. E não foi em forma de zombaria”, interveio o presidente Marinaldo, aproveitando para anunciar a volta das sessões em plenário no começo de maio. 

“Em nenhum momento houve desrespeito com nenhum colega”, enfatizou a vereadora Carol Gomes (PSD). 

Integram a mesa diretora as vereadoras Eva Gouveia (PSD), Carol Gomes e Jô Oliveira (PCdoB). 

Com informações da Coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

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