Vacinação: colunista comenta briga entre Estado e PMCG

Da Redação. Publicado em 14 de abril de 2021 às 19:31.

Foto: Abr

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O colunista Arimatéa Souza abordou, em sua coluna desta quarta-feira, a briga pública e permanente entre Estado e prefeitura campinense no tocante à imunização contra a Covid-19.

Leia trechos.

No dia de ontem, deploravelmente, tivemos o recrudescimento da infrutífera contenda midiática entre a Prefeitura de Campina Grande e a Secretaria de Saúde do Estado no tocante ao quantitativo de doses de vacinas destinado à cidade.

Confesso que diante da guerra de versões (e de farpas), ainda não firmei convicção acerca de quem está com a razão.

Mas estou convicto de quem está errado ´na largada´: ambos – Geraldo Medeiros, secretário de Saúde, e o prefeito Bruno Cunha Lima.

O produto concreto e imediato dessa briga descabida é a indução à ansiedade na população quanto à disponibilidade de doses para a imunização das faixas etárias já programadas.

Permitam-se a expressão, mas chega a ser ridícula – e nem vou rotulá-la de eleitoreira – essa troca de farpas por intermédio da imprensa.

Com um mínimo de serenidade, um diálogo presencial, pessoal e respeitoso, com espírito público e com a consciência de que o instante não merece nem comporta o agravamento do que já é trágico, seria possível resolver satisfatoriamente qualquer impasse, cujo principal prejudicado é o povo, a quem pouco interessa de que esfera de governo partem as soluções.
A população clama e merece resolutividade.

Adicionalmente, lamento que a ´peleja´ envolva dois campinenses, que têm extrapolado os limites da ´cidade-mãe´ para estadualizar uma ´rinha´ pública.

Não é, certamente, uma recomendável postura ofertada ao restante do Estado.

Pior ainda: os protagonistas são descendentes, em escala diferenciada, de duas famílias que têm uma trajetória prolongada de próxima e boa convivência.

A transitoriedade do poder, presumo, não tem (ou não deveria ter) valoração maior do que laços de fraternidade tecidos por décadas pelo pai (José Borges de Medeiros) de Geraldo e pelo avô (Ivandro) de Bruno.

Parece que chegou a hora de refrear egos e/ou conveniências políticas para focar no povo, especialmente quando este se encontra submetido à indesejável e frágil condição de ´paciente´.

Geraldo e Bruno são valorosos campinenses. O primeiro com décadas de serviços prestados à comunidade, na sensível área de saúde.

O segundo, apesar de muito jovem, foi ungido pela insuperável ´voz das urnas´, que hipoteca, simultaneamente, confiança e responsabilidade.

Campina merece o discernimento de seus filhos, notadamente os mais ilustres.

“Aquilo que do berço se traz, só ao túmulo se devolve”, ensinava o singular paraibano, ministro e escritor José Américo de Almeida.

* coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza
Para ler a coluna inteira, acesse aqui:
Prece aos conterrâneos – Paraíba Online (paraibaonline.com.br)

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