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Secretário aponta interpretação errônea do prefeito de CG sobre número de vacinas

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 15 de abril de 2021 às 8:42.

Foto: Paraibaonline

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O secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, explicou em entrevista concedida à imprensa nesta quarta-feira (14), que houve uma interpretação errônea do prefeito Bruno Cunha Lima (PSD), em relação ao número de vacinas contra a Covid-19 destinadas a Campina Grande. É que o gestor voltou a acusar o Governo da Paraíba de ter deixado de enviar 4.709 doses da vacina para o município.

De acordo com os dados apresentados por Bruno Cunha Lima, a Prefeitura de Campina Grande recebeu apenas 82.048 doses, mas consta no Ministério da Saúde o registro de 86.757 doses enviadas.

Conforme Medeiros, a divergência de números já foi esclarecida durante uma longa videoconferência realizada na terça-feira (13), com representantes do Ministério Público, Gerência de Vigilância e Saúde do Estado e técnicos da SES, mostrando o que houve: a gerente da 3ª Região, que envolve 42 municípios, emitiu uma guia de entrega com duplicidade.

“A informação acabou sendo enviada em dobro para o Ministério da Saúde, que constatou no painel a duplicação do número de doses, mas isso não implicou diminuição no envio de doses para Campina Grande. O que ocorre é que precisa ser analisado o que foi feito porque o Estado já enviou 31.250 doses para a aplicação da 2ª dose no município”, explicou.

Sobre a falta da D2 em alguns municípios, o secretário informou que isso é um reflexo da escassez de vacinas não só na Paraíba, mas no país como um todo, por conta do cronograma do Ministério da Saúde que foi modificado várias vezes.

Medeiros informou ainda que a projeção de recebimento de doses havia sido bem maior no mês de abril, mas infelizmente houve uma diminuição em torno de 50%, o que ocasionou, momentaneamente, de alguns municípios ficarem sem a 2ª dose em tempo hábil.

“Ao mesmo tempo damos tranquilidade ao povo paraibano de que isso não acarreta nenhum prejuízo para a pessoa que vai tomar atrasada a segunda dose. Já existe trabalho mostrando que o distanciamento entre a primeira e a segunda dose não traz diminuição da proteção. Até 30 dias de retardo na aplicação da segunda dose não acarreta prejuízo ao cidadão”, assegurou.

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