Pesquisadoras da UFPB criam creme de efeito antienvelhecimento a partir de polpa do cajá

Da Redação com Ascom. Publicado em 24 de abril de 2021 às 17:15.

Paraíba Online • Pesquisadoras da UFPB criam creme de efeito antienvelhecimento a partir de polpa do cajá

Foto: Arquivo/UEPB

Pesquisadoras da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) obtiveram a patente de uma composição cosmética e dermatológica, produzida a partir da polpa de cajá, que pode ser usada como creme hidratante corporal e facial.

O produto foi desenvolvido pela mestranda Letícia Marinelli Guedes, sob a orientação da Profa. Melânia Lopes Cornélio, no Laboratório de Tecnologia Cosmética, do campus I, em João Pessoa.

De acordo com a docente, o creme apresentou ação hidratante, evitando a perda de água transepidermal, preservando a função barreira da pele. Além disso, aumentou a elasticidade e firmeza, demonstrando efeito antienvelhecimento.

“A pesquisa trouxe inovação para a área cosmética e possível empreendedorismo para nossa região. Pela primeira vez, a polpa de cajá é aplicada em formulações cosméticas, sendo comprovados seus benefícios durante o uso na nossa pele, principalmente ao combater os efeitos do envelhecimento”, contou Melânia Lopes.

Nos dados obtidos pela análise sensorial do estudo, os voluntários relataram que o creme possui boa aparência, espalhabilidade, fragrância, firmeza e maciez ao passar na pele.

A pesquisadora destacou que a preferência dos consumidores por produtos naturais está aumentando. “As indústrias de cosméticos passaram a investir em matérias-primas de origem vegetal, utilizando como ingredientes os óleos, extratos de plantas e superfrutos da nossa biodiversidade”.

A cajazeira ou Spondias monbin L pertence à família das Anacardiaceae que, no Brasil, é encontrada principalmente nos estados do Norte e Nordeste, onde seus frutos são conhecidos como cajá, cajá verdadeiro, cajá-mirim ou taperebá.

“Embora já exista o conhecimento sobre as propriedades antioxidantes e todos os outros benefícios do fruto da cajazeira, essa matéria-prima ainda não foi abordada em estudos relacionados à sua utilização em produtos cosméticos com finalidades de cuidar da pele e melhorar sua aparência deixando-a mais jovem e radiante”, enfatizou a pesquisadora.

Por meio de equipamentos que fazem medidas de bioengenharia da pele de forma não invasiva, foi realizado um estudo de cinética de hidratação durante semanas e em intervalos de horas preestabelecidos. Tudo isso com a finalidade de comprovar a ação do fruto.

Como reconhecimento do trabalho, a pesquisa foi aceita para apresentação no Congresso Latino Americano e Ibérico de Químicos Cosméticos (COLAMIQC-2021). O evento acontece de 10 a 12 de maio, de forma remota, por conta da pandemia do novo coronavírus.

A tecnologia pode ser comercializada e disponibilizada por meio da Agência UFPB de Inovação Tecnológica (Inova-UFPB). A empresa interessada pode entrar em contato pelo número (83) 3216-7558 ou pelo e-mail [email protected].

“Queremos buscar uma parceria no mercado para que os benefícios estudados nessa pesquisa cheguem ao consumidor”, pontuou a Profa. Melânia.

*Reportagem: Carlos Germano

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