Perita relata novas informações sobre a morte de Patrícia Roberta

Da Redação*. Publicado em 28 de abril de 2021 às 11:59.

Foto: Reprodução

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A perita criminal Amanda Melo, da Polícia Civil, responsável pelo caso da morte da jovem Patrícia Roberta (foto), deu detalhes, durante entrevista a uma emissora de rádio, sobre a forma como o corpo da vítima foi encontrado, após as buscas realizadas na região do Gramame, em João Pessoa, na terça-feira (27).

“O corpo está em avançadíssimo estado de putrefação, o que prejudica muito a visualização de algumas lesões externas e agressões físicas, como equimoses e hematomas”

Além desse ponto, Amanda destacou que não há indícios de lesões por disparos de arma de fogo e/ou por arma branca, além de destacar não ter identificado também afundamento de crânio.

“Ela recebeu uma pancada na cabeça? não consegui observar isso. Então, eu estou trabalhando inicialmente a hipótese de uma asfixia mecânica”, completou.

A policial, que também realizou perícia no apartamento do suspeito, lembrou a natureza extremamente organizada do local, relacionando com a forma que o corpo da jovem foi encontrado.

“O corpo estava com duas camadas de lençol, o rosto tinha uma toalha e um saco plástico, os pés estavam amarrados, e o saco que recobria tudo isso era um saco de colchão, além de prender tudo por fios, de forma organizada”

Sobre a informação do saco que envolvia o corpo ser de colchão, a perita revelou que o suspeito deve ter tipo um tempo para preparar o corpo, uma vez que não viu nenhum colchão novo na residência quando periciou, indicando que ele buscou o plástico em outro local.

Além da extrema organização, Amanda lembrou os escritos perturbadores encontrados no apartamento, com textos como: “eu saio para matar à noite” e “eu sou um garoto mau”. “Não era algo normal”, definiu a agente.

Patrícia tinha 22 anos e era natural de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Ela estaria em João Pessoa para passar um período com o amigo e principal suspeito do crime, Jonathan Henrique, de 23 anos, que conhecia havia mais de dez anos.

A jovem estava sem contato com os pais desde o último domingo (25).

Jonathan foi preso na noite dessa terça-feira (27), na casa de um amigo no bairro Mangabeira II.

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