Perita detalha objetos perturbadores em apartamento de suspeito de matar jovem em JP

Da Redação. Publicado em 27 de abril de 2021 às 17:00.

Foto: Reprodução

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A perita criminal da Polícia Civil, Amanda Melo, confirmou, em entrevista a uma emissora de rádio pessoense, que três ambientes já foram periciados em relação ao caso do desaparecimento e morte da jovem Patrícia Roberta [foto], de 22 anos, incluindo o apartamento onde a vítima teria estado nos últimos dias.

Patrícia, que é de Caruaru, no interior de Pernambuco, teria ido à capital paraibana, João Pessoa, para passar uns dias no apartamento de um amigo (identificado como Jonathan), localizado no bairro do Gramame.

O imóvel, segundo elementos da perícia, apresentou fortes indícios da presença da jovem no local.

“Nós conseguimos periciá-lo e encontrar vestígios de sangue em fronhas que estavam depositadas em um tanque de lavar, elas foram enroladas e organizadamente depositadas nesse tanque de roupa suja, junto de algumas roupas masculinas. Utilizamos luz florence nelas e vimos alguns vestígios que podem ser indicativos de semem sobre essas roupas. Tudo será encaminhado ao IPC e lá a gente vai ter a certeza ou não realizando os exames específicos”, destacou.

Dentre outros pontos citados por Amanda, está também a “excessiva organização” no ambiente, o que, na visão dela, demonstra um aspecto psicológico relevante da pessoa que habita, além de alguns escritos “perturbadores”, que passarão por confronto grafotécnico para saber se era de autoria do suspeito, comparando aos documentos pessoais.

– Existiam escritos que revelavam aspectos perturbadores quanto à personalidade da pessoa que o escreveu. Dizeres como: “a noite eu saio pra matar”, “eu sou um cara mau, você é uma menina boazinha”. Era muita coisa, eu li uma parte, recolhi e estou levando uma parte para continuar meus estudos no IPC – contou.

Ainda no viés dos escritos encontrados, a agente pontuou que havia uma lista com o nome de aproximadamente 22 mulheres, incluindo o de Patrícia.

“Automaticamente me fez perguntar ao delegado a forma que ele conheceu ela e ele falou que foi pela internet. Então, isso me chama atenção para o caso de ele, de repente, não estar conhecendo moças pela internet e isso não ser o primeiro evento. Mas, repito: isso é uma suspeita inicial, é só o que está me vendo a partir da análise comportamental da cena do fato”, enfatizou.

Já em ambientes externos, Melo confirmou que próximo ao prédio de Jonathan foi localizado um carrinho de mão, supostamente usado para carregar o corpo da jovem até parte do percurso. Lá também foi feita coleta para encaminhar ao laboratório de DNA e tentar conseguir o perfil genético dela ou dele.

“Encontramos também roupas que foram reconhecidas como de Patrícia descartadas em um tambor de lixo, assim como escova de dentes, realmente como uma pessoa que viajou para um determinado ambiente. Inclusive, dentro dessas roupas localizamos um óculos de grau e um encosto de cabeça que é idêntico ao que estava na foto dela quando ela viajou de Caruaru”.

Por fim, a perita destacou ainda que, em conversa com os vizinhos, foi informado que o suspeito teria um perfil reservado e apenas cumprimentava os moradores.

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