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“Feira de Mangaio”: da música ao dia a dia. Conheça a história de feirantes de Campina Grande

Da Redação. Publicado em 10 de abril de 2021 às 12:50.

“Fumo de rolo arreio de cangalha

Eu tenho pra vender, quem quer comprar

Bolo de milho broa e cocada

Eu tenho pra vender, quem quer comprar

Pé de moleque, alecrim, canela

Moleque sai daqui me deixa trabalhar […]”

O recorte acima é um trecho da música “Feira de Mangaio”, eternizada na voz da cantora Clara Nunes, e retrata o dia a dia de uma feira popular, muito comum principalmente no Nordeste.

A música foi trilha sonora de uma reportagem da Rádio Caturité, mais uma vez trazendo a história de comerciantes da Feira Central de Campina Grande, a maior da cidade e uma das maiores da região, vale salientar.

No lugar é possível comprar desde frutas e verduras até os “mangaios”, termo popular para artesanato, em suma produzidos com fibras e/ou madeira, a exemplo de cestas e balaios.

O feirante José Holando, vulgo Zeca, tem uma história de mais de 30 anos na feira, vendendo desde baleeiras até vassouras de palha.

“Todo tipo de mangaio vendemos”, contou, orgulhoso.

Foto: Paraíbaonline

Foto: Paraíbaonline

O comerciante lembrou que, apesar das dificuldades, tem muitas coisas boas no trabalho. “Graças a Deus dá pra escapar, se não desse já tinha deixado há muito tempo”.

Também com anos de experiência na feira, Severino Souza, contou à reportagem que começou comercializando cereais enquanto a esposa cuidava de artesanatos, com o tempo ele foi para o mesmo ramo e permaneceu.

“Estive com ela no artesanato, mas Deus levou ela e eu fiquei”

Foto: Paraíbaonline

Foto: Paraíbaonline

Severino enfatizou ainda que, sem dúvidas, a melhor época para esse tipo de comércio é o São João. “Com a pandemia diminuiu e muito as vendas, mas vai voltar porque Deus é Fiel”.

Quando falamos de tradição e de feira popular não podemos esquecer das panelas de barro. Elas são o principal objeto de vendas do comerciante Evandro Alves, com mais de 50 anos de história na feira.

Foto: Paraíbaonline

Foto: Paraíbaonline

“Sempre vendemos panelas de barro, o povo sempre compra, não como antigamente, mas sempre a gente vende, a tradição não pode deixar morrer”.

Assim como muitos comerciantes, Evandro vem de uma geração de feirantes. “São quatro gerações, começou minha avó, minha mãe, eu e agora meus filhos”.

Como canta Clara Nunes – “Eu tenho pra vender, quem quer comprar” – representa bem a dedicação dos comerciantes da Feira Central da Rainha da Borborema. Mas, além do ganha pão de cada um, existem histórias, ensinamentos e muita cultura popular.

Ouça na íntegra a reportagem com trechos da música “Feira de Mangaio”

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