Fechar

logo

Fechar

Covid-19: infectologista alerta para a 2ª dose de vacina e pontua normalidade em reações

Da Redação*. Publicado em 1 de abril de 2021 às 9:43.

Foto: Codecom/CG

Foto: Codecom/CG

Mais de 70 mil paraibanos ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra Covid-19. O número é preocupante e pode estar relacionado ao medo de reações advindas do imunizante.

O médico infectologista Fernando Chagas reforçou, durante entrevista à TV Cabo Branco, a preocupação com o dado e lembrou que a população não deve se preocupar com essas reações, uma vez que elas são comuns.

Fernando pontuou que ele mesmo apresentou dor no local aplicado e moleza no corpo, mas foram embora 48 horas depois. Ele destacou que o benefício é maior que o risco.

“Existe sim essas reações que a gente já espera, a própria bula da vacina expõe essa possibilidade, e são comuns também em outras vacinas. Por ser uma vacina intramuscular existe a reação de dor local, pode, em algumas pessoas, dar dor de cabeça, febre, moleza no corpo, ou até mesmo sintomas parecidos com resfriado e gripe comum. Muita gente até confunde achando que pegou Covid, mas não, são sintomas muito mais leves e que tendem a durar de dois a três dias”, explicou.

Outro apontamento levantado pelo médico é que o quantitativo de pessoas que apresentam essas reações é maior nos que tomam a vacina da Oxford, AstraZeneca, uma vez que ela utiliza de uma tecnologia mais nova.

“A CoronaVac trata-se do vírus inativo, uma tecnologia mais antiga, mais conhecida. A da Oxford não, que utiliza um adenovírus, um vírus diferente, e dentro dele contém pedaços do vírus do coronavírus. Então, além da tecnologia diferente, são duas entidades diferentes sendo aplicadas na pessoa, a resposta acaba sendo mais comum”

Contudo, ele frisou que os sintomas demonstram uma reação do corpo ao micro-organismo, e, se observar por essa perspectiva, é possível entender uma demonstração de efetividade da vacina.

“Mas, isso não quer dizer que quem não tem reação não vai ter imunidade, não é isso, mas quem sofreu, demonstra realmente que o corpo está entendendo que existe um microrganismo diferente e está reagindo contra ele”, completou.

Apesar de todas as questões pontuadas, o infectologista enfatizou que não existe registro de morte associada diretamente às vacinas e nem de reações graves em todo esse tempo que os imunizantes estão sendo aplicados pelo mundo, além de ressaltar a importância da aplicação da segunda dose para garantir a tão sonhada defesa contra a Covid-19.

“Outra coisa, a questão do tempo, existe o tempo ideal: a CoronaVac, 28 dias entre a primeira e a segunda dose; AstraZeneca, 90 dias entre a primeira e a segunda dose. Pode passar um ou dois dias, não é o ideal, mas se a pessoa esqueceu ou por algum motivo não foi, é importante que vá, mesmo que passe um pouquinho, a segunda é extremamente importante para garantir a eficácia”, finalizou.

Share this page to Telegram
Matérias Relacionadas

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube