Azevêdo: “Precisamos manter uma relação republicana com o governo federal”

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 19 de abril de 2021 às 17:55.

“Não há deferência do governo federal ao enviar vacinas para os estados. Essa é uma obrigação. Entretanto, precisamos manter uma relação institucional com o governo federal”.

A declaração é do governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania) em relação aos elogios feitos pelo secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, quanto a atenção dada ao Estado pelo governo federal para o enfrentamento da pandemia, que disse que não há o que reclamar.

A manifestação do secretário foi enfatizada durante a visita, nesse final de semana, do ministro da Saúde à Paraíba, Marcelo Queiroga.

“Se não fossem as ofertas do governo federal nós teríamos entrado em colapso”, atestou o Medeiros no instante em que se formaliza, na Câmara Federal, uma CPI para investigar as ações de Bolsonaro no decorrer da pandemia no Brasil.

Para o governador, a colocação do secretário foi dada em função do que realmente ocorre na Paraíba. Contudo, ressaltou que é público e notório que faltou uma coordenação do governo no enfrentamento à pandemia e que o posicionamento do presidente é contrário a do Ministério da Saúde.

Foto: Secom/PB

Foto: Secom/PB

“Quando se analisa o Ministério, é uma coisa. A atitude do governo federal é outra diferente. Nós temos sim, mantido uma relação institucional com o Ministério da Saúde, buscando o fornecimento de insumos, de vacinas porque essa é uma obrigação institucional. O governo federal adquire as vacinas passa para os estados, que por sua vez repassa aos municípios. Então esse é um processo de uma relação que precisa ser mantida”, avaliou Azevêdo.

O governador avalia que o secretário destacou tão somente a relação republicana que se tem com o Ministério da Saúde.

“Outro fato é a atitude do presidente da República enquanto representante máximo da nação, que todos nós sabemos, não vai na mesma linha do próprio Ministério. Enquanto o ministro preconiza o uso da máscara e exige o uso dela, o presidente não utiliza. Então são coisas diferentes”, pontuou Azevêdo.

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