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Arcebispo: “Proibir missas e cultos presenciais é uma decisão a favor da vida”

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 9 de abril de 2021 às 15:47.

O arcebispo da Paraíba Dom Manoel Delson comentou com a imprensa, nesta sexta-feira (09), a decisão do Supremo Tribunal Federal que, por 9 votos a 2, permitiu que estados e municípios podem impor restrições às celebrações religiosas presenciais, como cultos e missas, em templos e igrejas durante a pandemia de Covid-19.

Para a Suprema Corte, a liberdade de professar religião em cultos não é um direito absoluto e pode ser temporariamente restringida para assegurar as garantias à vida e à saúde. O arcebispo paraibano concordou e disse que a decisão está a favor da vida, de proteger a vida dos fiéis.

“Mas isso não significa dizer que o governador pode decretar o fechamento de igrejas e proibir cultos e missas de toda forma. São somente os cultos e missas presenciais e é como estamos fazendo até hoje conforme o decreto estadual, pelo qual podemos celebrar as missas transmitidas pelas redes sociais e podemos ainda atender as pessoas individualmente, confessando, orientando, dando conforto espiritual, psicológico como é próprio da nossa Igreja”, disse.

Foto: Ascom

Foto: Ascom

Dom Manoel destacou que além disse a igreja católica continua com o seu trabalho social de distribuir cestas básicas a pessoas necessitadas e dando refeições prontas. “Estamos fazendo essas ações desde o início da pandemia”, destacou.

Já o Bispo Clóvis Sérgio, presidente do Conselho Ministerial dos Bispos Evangélicos da Paraíba, lamentou a decisão do STF.

“Foi com profunda tristeza que nós recebemos essa decisão que enfatiza que as igrejas são condutoras de contaminação. As igrejas estão sendo prejudicadas mesmo dando exemplos e respeitando todas as regras. Todas as instituições religiosas são essenciais, principalmente, para o momento em que estamos vivendo”, disse.

Ele considera que os decretos são atos arbitrários não só para as igrejas, mas também para os religiosos, que sabem o valor de estarem reunidos.

“É super interessante. É o cumprimento de uma ordenança. As igrejas cumprem todas as medidas protocolares de segurança sanitária e não são elas que auxiliam nessa disseminação desse vírus, mas sim, a intolerância, a falta de empatia, falta de respeito ao próximo que está causando tudo isso”, completou.

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