Marina Silva detona presidente e diz que Bolsonaro tem “duas caras”

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 25 de abril de 2021 às 21:41.

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Foto: Ascom

A ex-ministra do Meio Ambiente no governo de Lula (PT), Marina Silva (REDE), disse em entrevista concedida nesta sexta-feira (23), a uma emissora de João Pessoa, que o presidente Bolsonaro tem duas caras e que mentiu ao discursar na primeira sessão da Cúpula de Líderes sobre o clima, encontro virtual de 40 países promovido pelo presidente americano, Joe Biden, com objetivo de elevar os compromissos ambientais.

Ela disse não acreditar no presidente, pois o que foi dito no discurso não condiz com os fatos que o presidente produz no país.

“Eu não gosto de quem tem duas caras. Aqui ele diz uma coisa e faz outra. Nem o Brasil e nem o mundo tem como acreditar no Bolsonaro. Ele que diz que vai acabar com desmatamento até 2030, quando na verdade ele cortou o orçamento do Ibama, do ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), persegue a Polícia Federal, que faz as investigações contra criminosos”, disse.

Para ela, Bolsonaro estimula os grileiros, os madeireiros e garimpeiros ilegais para que destruam a Amazônia e contaminem os indígenas. Portanto, não tem como acreditar no presidente, que terminou perdendo uma grande oportunidade de se redimir diante da população brasileira e da comunidade internacional.

“Antes do discurso, ele deveria ter feito uma autocrítica assumindo que ele desmontou a governança ambiental do país e de enfraquecer o Ibama, o ICMbio, o serviço florestal e o Instituto de Pesquisas Espaciais que faz o monitoramento com satélite na Amazônia. O discurso dele é um discurso ao vento porque não tem base de realidade”, avaliou.

Indagada se estaria colocando o nome para disputar a presidência da República em 2022, Marina Silva disse que vem participando de um debate político que tem o compromisso de apresentar um projeto para o Brasil.

“O Brasil está vivendo o empobrecimento da política com um debate voltado para o nome de Bolsonaro e o nome de Lula. É isso que levou o nosso país à crise que nós estamos vivendo. Ninguém quer discutir um projeto de país, as pessoas só querem discutir projetos de poder”, acusou.

Segundo ela, a questão não é de ficar discutindo o nome de quem vai disputar o processo eleitoral e que o momento é de colocar no foco quais as propostas para enfrentar os problemas da pandemia, para fazer a recuperação econômica, social e ambiental do Brasil e quais as proposta para acabar com essa polarização do ódio em que as pessoas trabalham com a desconstrução.

“Eu fui vítima dessa desconstrução em 2014 e eu procuro fazer política com propostas. Não apenas com a métrica do poder pelo poder e depois, com um projeto, com a participação dos cidadãos e com diversos segmentos da sociedade, trabalhadores, empresários, acadêmicos. é que veremos qual o melhor nome para derrotar Bolsonaro. Para este debate, eu estou mobilizada porque não é só uma eleição. Precisamos ter um ideal, um horizonte para essa nação”, completou.

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