Ministro da Saúde: governo “não é máquina de fabricar soluções”

Da redação com Folhapress. Publicado em 4 de março de 2021 às 7:51.

Foto: Agência Brasil

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NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – No dia em que o país bateu novo recorde de mortes pela Covid, com 1.840 óbitos, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, gravou um vídeo em que, sem citar números, fala em “dia difícil para os brasileiros” e diz que a pasta não é uma “máquina de fabricar soluções”.

“Hoje é um dia difícil para todos os brasileiros. Atingimos um grave momento da pandemia. (…) A todos vocês, quero dizer que estamos trabalhando firmes para mudar esse quadro. Não somos uma máquina de fabricar soluções, mas seres humanos focados na resolução de problemas”, diz o ministro.

Em seguida, Pazuello cita negociações para obter 138 milhões de doses de vacinas da Pfizer e da Janssen. Mais cedo, a pasta confirmou que deve adquirir imunizantes dos dois laboratórios. Os contratos, porém, ainda precisam ser assinados.

“Tratamos com a Pfizer e Johnson & Johnson para que tenhamos a partir de maio próximo mais 138 milhões de doses para imunizar a população”, diz o ministro. O cronograma de entrega, no entanto, prevê entrega intercalada até dezembro.

Ainda no vídeo, o ministro volta a citar como meta vacinar toda a população acima de 18 anos até o fim de 2021e evita entrar em detalhes sobre a situação da epidemia, mas atribui indiretamente o agravamento de casos a novas variantes do vírus. “As variantes nos atingem de forma agressiva”, diz.

Nos últimos dias, Pazuello tem citado a circulação de novas variantes, como a identificada em Manaus, como fatores para o avanço da Covid. Especialistas, porém, destacam também outros fatores, como a queda na adesão ao distanciamento.
Pazuello voltou a recomendar nesta quarta medidas de prevenção, ao contrário do que fez em outros alertas recentes sobre o agravamento da epidemia.

“Alerto sobre a importância de que todos mantenham os cuidados preventivos individuais para diminuir o risco de ficar doente”, informou o ministro, sem citar quais seriam esses cuidados. Especialistas recomendam o uso de máscaras e distanciamento social.

Antes de chegar ao alto número de mortes divulgado nesta quarta, o país já tinha registrado recorde um dia antes, na terça, com 1.726 óbitos, no maior salto da epidemia. As informações são do consórcio de veículos de imprensa.

Além do elevado número de óbitos, também foram registrados 74.376 casos de Covid-19, segundo maior valor da pandemia. O recorde pertence ao dia 8 de janeiro, com 84.977 infecções, mas ocorreu devido a uma revisão de dados do Paraná.

Desde o início da epidemia, o país já registra 259.402 mortes e 10.722.221 casos da doença.

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