“Infelizmente ele não conhece gestão pública”, repete Geraldo Medeiros sobre Bruno Cunha Lima

Da Redação. Publicado em 24 de março de 2021 às 22:19.

Foto: Paraibaonline

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Em entrevista à rádio Caturité FM, nesta terça-feira, 23, o secretário de Estado da Saúde da Paraíba, Geraldo Antônio Medeiros, voltou a rebater os questionamentos do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), sobre a quantidade de doses de vacinas contra Covid-19 que estão sendo enviados ao município.

Geraldo relembrou que a Secretaria Estadual não possui nenhum poder de determinação sobre o número de imunizantes que serão enviados aos municípios.

– Nós estamos sempre relembrando que a quantidade de doses para cada lugar é definida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). Ele é quem determina o quantitativo de cada município. Isso não foi decidido agora. É preciso que as pessoas entendam como é feita essa gestão. Esse quantitativo foi calculado no início do ano de 2020. Ele tem como base a incidência da vacinação contra a influenza e números habitacionais – comentou.

Segundo o secretário, essa lógica é tão simples e evidente que, dos 223 municípios da Paraíba, apenas um questiona a distribuição.

Geraldo pontuou que, na realidade, deve estar havendo um movimento proposital por parte de Bruno para não entender de vez a lógica dessa distribuição.

– Já há algum tempo que o prefeito faz questão de não entender. Repito, infelizmente, ele não conhece gestão pública. Não compreende como se elabora um Programa Nacional de Imunização como o do Brasil, que é o melhor do mundo e os primeiros resultados já confirmam isso – desabafou.

Por fim, o médico ainda comentou que a questão de João Pessoa receber mais doses de vacina do que Campina Grande tem a seguinte justificativa:

– Repito, o número de vacinas para cada município tem por base o índice populacional e o desempenho deles na última campanha de imunização, no caso a da influenza, em que João Pessoa, por exemplo, teve um melhor desempenho do que Campina. Além disso, existe uma ação judicial que deu o direito à Capital de que 6% dos quantitativos sejam destinados aos seus profissionais de saúde – finalizou.

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