Governador sobre pandemia em CG: “Não adianta jogar o lixo para debaixo do tapete”

Da Redação*. Publicado em 11 de março de 2021 às 11:20.

Foto: Secom/PB

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O governador João Azevêdo (Cidadania) falou sobre a celeuma registrada entre a gestão de Campina Grande e o Estado nos últimos dias e questionou o que justifica o Hospital de Clínicas, que tem 113 leitos, viver completamente lotado e o Hospital Pedro I, que é do município, ter apenas 50% de ocupação.

Ele frisou, durante entrevista à Rádio Campina FM, que Campina Grande recebeu R$ 77 milhões para o combate à pandemia e deve atender os pacientes de municípios referenciados. Também disse que não importa de onde é o paciente, mas sim a vida que está sendo salva.

– Campina Grande vive hoje uma realidade de alta. Campina Grande tem, pela sua importância, que prestar serviço a 70 municípios, porque ela recebe recursos para tal. Só vamos vencer qualquer situação se jogarmos com a verdade. Não adianta jogar o lixo para debaixo do tapete. Temos que tirar o tapete e limpar a sala – enfatizou.

De acordo com o gestor, “não existem duas realidades em Campina Grande”, mas sim um fator muito técnico e claro que mostra a cidade com a maior taxa de transmissão do Estado. Ele ainda disse que não se pode politizar a pandemia e revelou que a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande pediu emprestado respiradores ao Estado.

– Não podemos levar um aumento como esse para disputa política e tentar capitalizar qualquer que seja a ação. Ao governador só cabe o desgaste por conta das medidas. Muita gente quer ser muito bonzinho, mas infelizmente durante uma pandemia não é possível – ressaltou.

Azevêdo comentou que estamos vivendo um momento da pandemia em que 50 pessoas estão morrendo por dia na Paraíba e é necessário fechar atividades e reduzir o horário de funcionamento de atividades não essenciais.

O gestor explicou que o decreto estadual é fundamental para conter a contaminação pelo novo coronavírus. Também disse que nunca haverá lockdown no Brasil, pois esse é o bloqueio total das atividades.

– É inimaginável que alguém pense que para um governador reduzir horário de funcionamento ou fechar atividade econômica, ele o faz com alegria. Isso é um absurdo – disse.

Ele destacou que não tem lógica, no pico da pandemia, “as pessoas saírem de suas casas para ir ao bar beber” e pediu consciência por parte de toda a população.

João finalizou sua fala pedindo que a população entenda que máscara salva e colabore seguindo as recomendações sanitárias.

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