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Governador desmente Bolsonaro sobre recursos para combater pandemia

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 1 de março de 2021 às 14:21.

O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania) reagiu às informações do governo federal sobre o repasse de recursos para o combate à pandemia aos estados brasileiros.

O próprio presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) publicou nas redes sociais o valor de cada estado.

À Paraíba, coube o repasse se R$ 21,2 bilhões além de R$ de 6,57 bilhões para o auxílio emergencial.

Conforme Azevêdo, que usou as redes sociais para desmentir a informação, a Paraíba não recebeu R$ 21 bilhões para combater a pandemia.

“Mais uma vez estão tentando confundir a população, distorcendo valores que incluem FPE, FPM, Auxílio Emergencial, entre outros que são obrigações constitucionais e não podem ser usados no enfrentamento à Covid-19”, destacou.

Conforme o presidente os repasses do governo federal para cada estado foi só referente ao ano de 2020 e que são valores diretos para a saúde e outros e valores indiretos para suspensão e renegociação de dívidas.

Foto: Secom/PB

Foto: Secom/PB

Bolsonaro faz indicações de que usou como fonte o Portal da Transparência/Localiza SUS/Senado Federal – Dados até 15 de janeiro de 2021.

Azevêdo foi um dos assinou uma carta em protesto às informações do governo federal.

Diz à carta que: “Mais uma vez, o governo federal utiliza instrumentos de comunicação oficial, bancados por gastos públicos, para produzir informação distorcida, gerar interpretações equivocadas e atacar governos locais”.

“Em meio a uma pandemia mundial de proporção talvez inédita na história e a uma gravíssima crise econômica e social, a prioridade parece ser criar confrontos, construir imagens maniqueístas e minar ainda mais a cooperação federativa essencial aos interesses da população”.

Os governadores afirmam que o governo Bolsonaro trata estes repasses como se fosse uma concessão política de sua gestão.

“Semelhante absurdo seria se cada governador publicasse valores de ICMS e IPVA pertencentes a cada cidade tratando-os como uma aplicação de recursos nos municípios por sua decisão individual”, diz trecho da carta.

Os governadores afirmam que também são utilizados valores repassados para auxílio emergencial, suspensões de pagamentos de dívida federal por acordos e decisões judiciais anteriores à pandemia de Covid-19.

Os governadores encerram a carta afirmando que não buscam um entendimento de que “a linha da má informação e da promoção do conflito entre os governantes em nada combaterá a pandemia e muito menos permitirá um caminho de progresso para o país”.

“A contenção de aglomerações preservando ao máximo a atividade econômica, o respeito à ciência e a máxima agilidade na vacinação constituem o cardápio que deveria estar sendo praticado de forma coordenada pela União, pois são o conjunto que busca a proteção à vida, o primeiro direito universal de cada ser humano. É nessa direção que nossos esforços e energia devem estar dedicados”, encerra a carta.

O texto também é assinado pelos governadores de AL, AP, CE, MA, PA, PE, PI, RN, RS, SP e SE.

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