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Deputados debatem sobre a decisão do ministro no caso Lula

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 9 de março de 2021 às 21:03.

Foto: Paraibaonline

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O deputado estadual, Anísio Maia (PT) opina que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin  chegou tarde e atrasada porque a defesa do ex-presidente Lula havia entrado com várias ações requerendo que fosse declarada ou a suspeição do então juiz Sérgio Moro ou a incompetência da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, na qual ele considera que foi instalado um “tribunal de exceção” para julgar Lula.

“Todos viram como foi preparado esse julgamento. Portanto essa decisão é tardia porque ele não repara o que ex-presidente sofreu. Ele passou mais de um ano preso, sua família passou constrangimentos e ele deixou de ser candidato a presidente. O prejuízo foi enorme e naquela época, Fachin estava moco aos reclames da defesa de lula”, disse.

Para o deputado essa “incompetência de julgamento” foi lembrada agora porque o ex-ministro da Justiça, Moro foi julgado como juiz suspeito e até o momento não sabe se Fachin correu para salvar Moro ou se está sendo influenciado politicamente. “Alias o STF é  um tribunal político e não é à toa que essa decisão causou uma reviravolta no Brasil”, disse.

Para o líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Cabo Gilberto (PSL), o STF se tornou um tribunal político provocando uma insegurança jurídica jamais vista na história do judiciário brasileiro.

 “O ex-presidente é acusado do maior esquema de corrupção do mundo e agora o ministro formula uma decisão totalmente política com ativismo judicial atacando frontalmente a democracia e o resultado é o que estamos vendo. Inclusive, o ministro Fachin é militante do PT, que agiu em causa própria, não como ministro do STF, mas como advogado do PT”, destacou.

Contudo os deputados ressaltam que as eleições de 2022 será polarizada entre Bolsonaro e Lula já que este teve os direitos políticos devolvidos e a pauta prevista do debate será permeada de acusações de ambos os lados.

Para o petista, Bolsonaro carrega a pecha de genocida por ter deixado muitos brasileiros morreram infectados com o vírus, por ter minimizado a pandemia, além de ter protelado a compra de vacinas.

 “Vamos debater em 2022, a saúde pública, o crescente desemprego em massa, a redução do valor do auxílio emergencial, a desnacionalização da economia e a queda do país como potência mundial quando com Lula o país estava em 6º lugar e caiu para 12º. A discussão é que o Brasil piorou muito com Bolsonaro e ele vai ter muito o quê explicar”.

Foto: Ascom

Foto: Ascom

Já o Cabo Gilberto alega que o PT afundou o Brasil, todas as estatais foram saqueadas e por conta disso sofreu um impeachment.

“O momento vai ser de debater a questão da pandemia. Com certeza a saúde pública será o tema das eleições. O presidente Bolsonaro vai enfrentar o ex-presidiário Lula, no melhor cenário possível e vai ganhar no primeiro turno. Não tem pra que ter medo de Lula se a população já conhece como ele governou esse país e estaremos tranquilos quanto a isso. O governo está fazendo sua parte”, replicou.

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