Cantor se posiciona sobre encerramento de live e PM nega ligação com decreto

Da Redação. Publicado em 29 de março de 2021 às 20:07.

Foto: Reprodução/Youtube/Raniery Gomes

Foto: Reprodução/Youtube/Raniery Gomes

Na noite do último sábado (27), a Polícia Militar (PM) encerrou uma live realizada pelo cantor de forró Ranniery Gomes, em uma casa localizada no bairro Ponta de Matos, em Cabedelo, na Grande João Pessoa.

Em suas redes sociais o cantor se pronunciou sobre a ocorrência afirmando que quis fazer uma live dedicada aos músicos e pessoas que trabalham no setor de eventos, como técnicos, que estão há cerca de 1 ano sem trabalhar.

Ele alegou ainda que no local não havia aglomeração e nem som muito alto, por isso, acreditava que o ao vivo não seria alvo de denúncias.

“Começamos a live às 17h, logo no início, acho que na terceira música, chegou a polícia, não lembro se era a guarda municipal o que era, sei que o pessoal chegou já com abordagem e o produtor se dirigiu a eles dizendo que era uma live, inclusive deixou a porta aberta mostrando que não tinha aglomeração, eles olharam da porta mas não queriam saber, disseram que se não parasse ia todo mundo preso”.

Ranniery destacou que os agentes haviam confirmado que a vizinhança realizou denúncias de perturbação de sossego, e por isso, resolveu continuar fazendo a live apenas com o playback, sem a banda, uma vez que, de acordo com ele, apenas os espectadores podiam ouvir.

“Com pouco tempo, a polícia chega de novo já ameaçando prender todo mundo, eu não quero difamar ou ofender, mas infelizmente a abordagem foi muito indevida, o pessoal ameaçou prender a todos que estavam trabalhando sem aglomeração e fomos obrigados a parar a live”, concluiu.

Segundo o comandante da 6ª Companhia Independente de Cabedelo, major Kelton Pontes, na realidade a ocorrência não estava, de fato, relacionada ao decreto do Governo do Estado e sim, como informado à equipe, denúncias de perturbação de sossego alheio.

“Inicialmente a Guarda Municipal de Cabedelo esteve lá no local, conversou com o pessoal, e ficou acertado que encerrariam a live. Após a saída da guarda, eles voltaram a fazer. Instantes depois o CIOP começou a receber ligações da vizinhança reclamando da perturbação de sossego. A partir desse momento nossas viaturas foram acionadas”, explicou, em entrevista à Correio FM.

Ainda segundo Kelton, um dos PMs chegou a entrar na residência a convite do produtor e verificou que não havia aglomeração, apesar disso, tendo em vista as reclamações, resolveram encerrar a live.

“Friso também que para fazer uma live dessa as pessoas precisam, qualquer evento que você for fazer com utilização de banda, precisa da autorização dos órgãos municipais, estaduais, e o pessoal da live não tinha autorização de ninguém”.

Por fim, ele destacou que até órgãos governamentais realizam lives, a própria PM, além de igrejas, dentre outros, mas utilizam locais apropriados, com acústica adequada e preparação de ambiente para música ao vivo, o que, em sua visão, não foi o caso a live do cantor de forró.

“Foi uma ocorrência pura e simples de perturbação de sossego alheio”, finalizou.

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