Azevêdo anuncia medidas mais restritivas e critica prefeito campinense: “Inconsequente”

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 9 de março de 2021 às 9:54.

Foto: Secom/PB

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O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), anuncia nesta terça-feira (9) um novo decreto adotando medidas mais restritivas para conter o avanço da Covid-19, que vem apresentando números altos de mortes e pessoas precisando de mais leitos, colapsando a rede pública hospitalar do Estado.

Em entrevista concedida à imprensa, o governador detalhou a necessidade do decreto por conta das altas taxas de ocupação de leitos, por isso se faz necessária a prorrogação das medidas. “Nós estamos hoje finalizando e detalhando como será feito esse novo decreto. O que nós buscamos, e tem sido repetidas vezes, é a proteção à vida”, disse.

Conforme o governador, não há outra forma que não sejam através do distanciamento social, do isolamento e com a efetiva redução da mobilidade urbana, que se vai enfrentar a Covid-19. “Esse decreto virá com mais restrições que o anterior. Entretanto, não serão grandes modificações ao que já estava estabelecido”, garantiu.

Em relação ao município de Campina Grande e a resistência do prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) quanto à necessidade de leitos, o governador explicou que o gestor está sendo inconsequente e imaginar que vai se enfrentar essa situação sem a união de todos, o que será mais difícil ainda.

“O prefeito não pode fazer uma análise apenas de Campina Grande, que contratualmente o município tem que prestar serviço para 70 municípios porque recebe recursos para isso. Não é favor do prefeito. Então, ele não deve se limitar a fazer uma avaliação apenas da sua cidade. A região toda depende dos leitos de UTI que existem em Campina Grande”, explicou.

Azevêdo lembrou ainda que Campina Grande não permite que se faça regulação dos leitos municipais. “É o único município do Estado que faz a sua própria regulação. Como é compreensível que a gente tenha aberto mais leitos no Hospital de Clínicas, que vive com quase 100% da sua ocupação e o hospital municipal com 50%, ou seja, tem alguma coisa que não bate e é isso que nós precisamos entender”, disse.

Por último, o governador fez um apelo e pediu união de todos para que se possa distribuir leitos para os paraibanos, sejam de onde for. “Eu espero que o prefeito reveja essa situação e entenda claramente o que é uma pandemia, porque ele não viveu isso desde o início, está agora como gestor, mas tem que rever essa posição de Campina Grande sobre a regulação. Ele tem que entender o papel importante que o município tem para preservar a vida de muitas pessoas que moram em 70 municípios. Não é olhando para o próprio umbigo que ele vai enfrentar essa questão da pandemia na Paraíba”, advertiu o governador.

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