‘Sinto muita falta do contato diário. Temos um elo’, diz porteiro de escola campinense

Da Redação*. Publicado em 18 de fevereiro de 2021 às 11:53.

Foto: Paraibaonline

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Em entrevista à rádio Caturité FM, nesta quinta-feira, 18, o porteiro de uma escola da rede particular de ensino de Campina Grande falou sobre a sensação de trabalhar, durante boa parte do tempo, sem o contato com os alunos.

– É um trabalho de extrema importância para a segurança dos estudantes e também de auxílio aos pais. É uma questão de identificação do dia a dia e, com isso, os pais criam esse vínculo de confiança conosco – declarou.

Rosemberg Albuquerque de Oliveira desempenha essa função há cerca de seis anos. Segundo ele, o pior da pandemia foi a perda do contato diário com as crianças.

– O nosso trabalho vai muito além de apenas receber. Com o passar do tempo é criado, repito, um elo – afirmou.

O porteiro já trabalhou também no setor industrial. Questionado sobre uma coisa marcante para ele nesse período de distância dos alunos da escola onde ele trabalha, o porteiro comentou que os relatos de saudades deles, por parte das crianças aos seus pais.

Ele ainda disse estar surpreso com o número de crianças que voltaram às aulas presenciais.

– Alguns pais se sentem inseguros ainda, e com razão. Tenho sentido muita falta. Alguns pais me relatam que muitos alunos falam que sentem saudade de ‘Tio Berg’, dizendo que queriam me ver. Isso é muito gratificante – frisou.

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