Indústria de games cresce e diferencial está em qualificações

Da Redação com Ascom. Publicado em 23 de fevereiro de 2021 às 20:41.

Foto: Ascom

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Para muitos jogar videogame é pura diversão, mas há alguns anos, esse mercado é um dos que mais cresce e foi impulsionado na pandemia.

Quebrando seu próprio recorde, o mercado mundial de jogos movimentou US$ 11 bilhões de dólares apenas em novembro de 2020, montante 15% maior que o arrecadado no mesmo mês em 2019. Os dados são da consultoria Super Data, braço de inteligência da Nielsen & Company.

O Mercado de Jogos Digitais é um dos setores de maior expansão na mídia global e na indústria do entretenimento, compreendendo jogos praticados em PCs, mobiles e consoles.

A previsão da consultoria Newzoo aponta crescimento também a longo prazo. No final de 2023, o faturamento do segmento de jogos no mundo deve alcançar US$ 200 bilhões. As perspectivas positivas fomentam desde empreendedores da indústria de games até investidores buscando retorno financeiro.

De acordo com o coordenador do curso de Jogos Digitais da Unifacisa, Rodrigo Motta, o crescimento da indústria de games impacta diretamente na criação de novas empresas e oportunidades na área. Oportunidades destas que vão desde novas vagas no mercado de trabalho até mais investimento para novos negócios.

“É incrível perceber que não existe nenhum indicativo que este crescimento vai diminuir nos próximos anos”, pontuou.

PANDEMIA

Se a pandemia do novo coronavírus causou prejuízos em diversos setores da economia, um nicho bem específico registrou crescimento em plena crise mundial: o de videogames. Com as medidas de isolamento social, o consumo de jogos eletrônicos só aumenta.

A egressa do curso de Jogos Digitais da Unifacisa e Unity Programmer, Fernanda Sousa Mercês de Oliveira, foi contrata durante a pandemia pela empresa Monomyto em Campo Grande – Mato Grosso do Sul, com trabalho 100% remoto.

“Pela experiência que estou tendo no home office, considero que há pontos positivos e negativos. O lado bom de trabalhar em casa é a questão do conforto, de não ter o stress de enfrentar o trânsito, entre outras conveniências. Porém, como todo esse “aconchego”, às vezes pode ser difícil manter uma disciplina, mas apesar disso, trabalhar em casa não tem atrapalhado minha produtividade. Me sinto muito realizada no meu primeiro emprego. Trabalhar com um time de profissionais experientes e que amam o que fazem tem sido uma experiência muito rica para mim, além de ser extremamente inspirador”, afirmou.

Otimista com o mercado, o egresso de jogos digitais da Unifacisa e Organic 3d artist na Kokku, Victor Santiago Correia de Araújo, também reafirmou que esse momento tem sido de oportunidades, principalmente para home office.

“O mercado de games continua bastante ativo, existe muita vaga para todo tipo de profissional no mundo todo. A pandemia proporcionou que os estúdios de jogos pudessem trabalhar remotamente e isso abriu várias possibilidades para profissionais que em outro cenário, não teriam a oportunidade de trabalhar com essas empresas, devido à distância, logística etc. As expectativas são que cada vez mais esse cenário do trabalho remoto na área de jogos se torne comum. Existem até empresas que durante a pandemia se tornaram 100% remotas utilizando plataformas digitais como o Discord”, destacou.

Foto: Ascom

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QUALIFICAÇÃO

O mercado de desenvolvimento de jogos digitais no Brasil está em ascensão, mas quem pensa em ingressar nesse mercado precisa se qualificar, pois a concorrência é grande e não basta gostar de videogame, são exigidos conhecimentos em design, programação e arte.

É fundamental estudar e acompanhar as novidades do mercado de jogos eletrônicos, além de participar de cursos e palestras com o objetivo de aprimoramento profissional.

“É muito divertido e empolgante estudar e trabalhar com games, mas é uma profissão que exige um nível de estudo e qualidade enorme. Nesta parte trabalhar com jogos passa longe de ser uma brincadeira. O aluno vem para Unifacisa para descobrir e evoluir sua capacidade criativa e produtiva nas áreas relacionadas ao desenvolvimento de games: design, arte e programação. E temos feito isso com grande eficiência, colocando nossos egressos em empresas em todo o Brasil e no exterior”, afirmou o coordenador do curso de Jogos Digitais, Rodrigo Motta.

O egresso do curso de Jogos Digitais da Unifacisa e CEO da Dilis Game Studio, empresa que trabalha com advergames em realidade aumentada, unindo a parte lúdica dos jogos com uma tecnologia disruptivas com foco no mercado publicitário, Hiago Truta, o potencial de crescimento do mercado de jogos é gigantesco.

“Hoje considero uma das maiores dificuldades do mercado a questão da mão-de-obra qualificada. Sempre sonhei em ser empreendedor, trabalhar em um ambiente descontraído, com produtos divertidos. Me formei, abri uma empresa que no início programava e cuidava dos negócios, e hoje consigo me dedicar 100% a parte de negócios da empresa e contratar programadores. O curso de jogos digitais contribuiu muito para minha evolução profissional”, destacou.

“Na área de desenvolvimento de games o profissional tem que estar completamente apto a apresentar soluções para as demandas desta indústria. Não existe um meio termo. Por isso que uma formação sólida e focada em experiências da indústria acaba sendo o diferencial. A experiência que o aluno do Curso Superior de Jogos Digitais da Unifacisa tem é excepcional e comprovada pela empregabilidade dos nossos alunos e qualidade dos projetos que são desenvolvidos aqui, vencedores de diversos prêmios. Nossa grade, estrutura e professores oferecem ao aluno uma experiência de graduação que os prepara para trabalhar em pequenas e grandes empresas, além de empreender na área de jogos”, finalizou o coordenador Rodrigo Motta.

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