Gatilhos podem gerar ansiedade, tristeza, euforia e felicidade; saiba como lidar com eles

Da Redação com Ascom. Publicado em 13 de fevereiro de 2021 às 8:34.

Foto: Ascom

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Uma simples postagem em uma rede social, uma fala em meio a uma conversa, uma música que toca ou até um simples cheiro que traz algo ou alguém à memória. Esses episódios podem desencadear gatilhos, termo utilizado para denominar um estímulo emocional causado no cérebro.

Os gatilhos podem desencadear sentimentos como raiva, perda do controle, ansiedade, estresse, medo, culpa, sentimento de julgamento e inferioridade, tristeza, lembranças de situações vividas e sensação de vazio.

Também quando ativados no cérebro, geram boas consequências como, por exemplo, sentimentos de euforia, motivação, alegria, está interligado a boas ideias e insight.

A neuropsicóloga do Hapvida em João Pessoa, Jessyca César, explica que esses estímulos mentais e emocionais são recebidos pelo cérebro humano para tomada de decisão e que também é responsável por ativar lembranças de traumas ou situações marcantes na vida de um indivíduo.

Jessyca César destaca que os gatilhos negativos, ocorrem quando são ativadas lembranças de situações traumáticas no indivíduo, surgindo sentimentos inesperados como crises de ansiedade, depressão, síndrome do pânico. “Nesse caso, os gatilhos geram transtornos aos indivíduos acometidos”, afirma.

Além de positivos e negativos, os gatilhos se dividem ainda em mentais, são responsáveis pela tomada de decisões de forma automática, sem a necessidade de parar para pensar e analisar durante um determinado tempo antes de fazer qualquer escolha; ou emocionais, que estão interligados às vivências passadas e referem-se a uma resposta mental (uma lembrança individual), que envolve emoções, pensamentos e comportamentos específicos vividos por cada indivíduo e estão conectados principalmente com experiências passadas.

Jessyca César ressalta que os gatilhos podem ser ainda mais desgastantes e impactantes quando ocorrem de forma inesperada. “Portanto, não há uma fórmula que possa nos tornar imunes a esse sentimento, porém no processo terapêutico aprendemos a lidar com sentimentos e lembranças que podem causar gatilhos”, reforça.

Lidando com os gatilhos – A neuropsicóloga lembra que os gatilhos são singulares, ou seja, cada pessoa sente da sua maneira, com isso apresentam de diferentes formas, não é possível evitar os gatilhos cotidianos. Porém, os gatilhos emocionais, que estão relacionados a experiências passadas e traumas internos, podem gerar consequências preocupantes na vida, como crises de ansiedade e depressão.

“Com isso se faz necessário tomar alguns cuidados para evitar qualquer tipo de desgaste mental. O principal deles é o tratamento através da psicoterapia, para que traumas mais conscientes como traumas de acidente ou abuso no passado, possam ser superados”, esclarece.

 

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