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Deputado quer reverter pontos de decreto que define medidas de prevenção

Da Redação. Publicado em 23 de fevereiro de 2021 às 22:41.

Foto: Ascom

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O deputado federal Julian Lemos (PSL) pretende reverter alguns pontos do Decreto de Nº 41 053 do governo do Estado publicado nesta terça-feira (23), que dispõe sobre a adoção de novas medidas temporárias e emergenciais de prevenção de contágio pelo novo coronavírus (COVID-19) na Paraíba.

Ele se diz contra as medidas restritivas impostas ao horário de funcionamento do comércio, que segundo ele impacta na economia. O deputado alega que ele é parlamentar, mas sua família é de comerciantes e depende do comércio para sobreviver.

“Não sou privilegiado. Eu sinto as dores dentro da minha casa e dos meus amigos e de muitas pessoas que tem negócios e precisam manter a economia girar”, destacou.

É que a partir desta quinta-feira (24), os bares, restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência e estabelecimentos similares somente poderão funcionar com atendimento nas suas dependências das 06:00 horas até 16:00.

Também fica vedada, antes e depois desse horário, a comercialização de qualquer produto para consumo no próprio estabelecimento, cujo funcionamento poderá ocorrer apenas através de delivery ou para retirada pelos próprios clientes (takeaway).

“Eu posso opinar porque tenho independência política e sou contra a algumas coisas no que diz respeito a restaurantes e bares porque sei que muitos estão tomando cuidado. Não sou a favor de quem banaliza os fatos porque sei também que ninguém está imune ao vírus e essa nova cepa é muito mais agressiva, mas fico preocupado com quem paga a conta de quem é irresponsável quantos aos cuidados”, disse.

O deputado se disse contra também as restrições impostas realização das celebrações religiosas. De acordo com o Plano Novo Normal, estabelecido pelo Decreto Estadual fica suspensa a realização de missas, cultos e quaisquer cerimônias religiosas presenciais.

Ele citou que frequenta uma comunidade religiosa onde o controle é muito grande para evitar o contágio e acabou sendo penalizada.

“A igreja é um lugar onde você se recompõe emocionalmente. Da mesma forma as academias que tratam da parte física e estão sob a responsabilidade de pessoas sérias, que pagam impostos, que produzem, geram renda e não deixam a máquina a parar e são penalizadas por conta daqueles que quebram as regras”, observou.

Para o deputado, deveriam ser penalizados quem descumpre as normas e não jogar a conta nas mãos dos empresários até porque o município e o estado não podem dar uma compensação econômica, mas prejudica o setor. 

“A minha preocupação é mostrar que não adianta apenas um decreto se o cidadão não tem zelo pela própria vida e pelos seus entes queridos. O momento é delicado, tem que se manter o equilíbrio, mas espero nos próximos dias tentar reverter essa situação de fato como deveria”, opinou.

Conforme o decreto, o descumprimento às normas sanitárias de proteção contra a COVID-19 ensejará a aplicação de multa no valor de até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

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