Continuidade: Filho do músico ‘Duduta’ explica como aprendeu um dos misteres do pai

Da Redação*. Publicado em 1 de fevereiro de 2021 às 10:30.

Foto: Leonardo SIlva/Paraibaonline

Foto: Leonardo Silva/Paraibaonline

Em entrevista à rádio Caturité FM, nesta segunda-feira, 1, o filho do músico campinense ‘Duduta’ (foto), Wagner Ribeiro, comentou como ele desenvolveu a habilidade de consertar instrumentos musicais, sobretudo de cordas, função que era desempenhada com maestria pelo pai.

O músico, já falecido, chegou a ser considerado também um dos maiores fabricantes de cavaquinho do país. ‘Waguinho’, como é mais conhecido o filho do músico, destacou inclusive algumas das características da fabricação desses instrumentos que renderam o título ao saudoso ‘Mestre Duduta’.

– Com certeza, o mais marcante era o zelo com o instrumento. Era um trabalho totalmente artesanal. A única ferramenta industrial que havia aqui em casa era uma furadeira, mas, ainda assim, era pouco usada – declarou.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Até hoje, Waguinho (foto) tem dado seguimento ao trabalho de consertos de instrumentos musicais. Ele enumerou alguns dos serviços que são realizados.

– Eu trabalho geralmente com instrumentos de cordas, de todos os tipos. E a maioria dos serviços que chegam aqui são de colagem de alguma peça do instrumento; troca de pestana e rastilho de plástico por de osso; serviços de alinhamento de trastes e altura de cordas… Enfim, esses são mais predominantes, porque eu não trabalho tanto com a parte elétrica do instrumento – pontuou.

Ainda segundo o profissional, o tempo de cada serviço, bem como os valores, vão de acordo com a necessidade do instrumento.

– Eu geralmente peço primeiro para avaliar, dar uma olhada no instrumento. Porque em um trabalho como a baixa das alturas das cordas, nem sempre se mexe apenas nas cordas. Muitas vezes envolve regulagem de tensor, troca de rastilho, cavalete e tudo mais. Após esse primeiro diagnóstico, de acordo com as necessidades, é que eu posso fechar um valor da manutenção. Apesar disso, geralmente, o tempo máximo de duração de um conserto é de uma semana – afirmou.

Ainda na entrevista, Wagner afirmou que por ver o pai trabalhando com a manutenção de instrumentos, seria quase impossível que ele também não acabasse aprendendo a atividade.

– Não teria como eu não acabar aprendendo a desempenhar esse trabalho, até porque, por muitas vezes, eu cheguei a ajudar meu pai em alguns serviços. Fui observando e aprendendo – finalizou.

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