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Colunista comenta a situação do transporte público em Campina Grande

Da Redação. Publicado em 24 de fevereiro de 2021 às 20:13.

Foto: Paraibaonline

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Os vereadores campinenses apreciaram uma mensagem oriunda do Executivo que visa renovar o subsídio para o transporte coletivo de Campina Grande.

Esse ´socorro financeiro´ às empresas de ônibus já teve uma versão pioneira no ano passado.

O novo subsídio será apenas a postergação onerosa de um problema.

Cabe pontuar que na mensagem do ano passado uma emenda adicionada na tramitação no Legislativo previa punição para as empresas que praticassem o desligamento de funcionários no período de vigência do subsídio.

Informações chegadas à Coluna, ainda extraoficiais, dão conta de que somente no mês de dezembro houve cerca de 60 demissões no sistema.

O descumprimento dessa garantia de natureza trabalhista acima referida implicaria no ressarcimento, por parte de quem descumprisse, do subsídio obtido.  

Cabe igualmente recordar que a questão da mobilidade foi um tema recorrente no recente processo eleitoral, sem a apresentação de sugestões e/ou soluções com aparente consistência, salvo a cogitação do então prefeitável Bruno Cunha Lima de abrir um novo processo licitatório para o segmento.

Em linhas gerais, o sistema de transporte público de Campina Grande amarga no presente as adversidades decorrentes dos avanços tecnológicos que proporcionaram novas modalidades de transporte, mas também – e diria principalmente –os efeitos de uma deliberada retenção de investimentos.

Quando da implantação do atual sistema de transportes públicos, décadas atrás, as condições postas propiciaram uma expressiva margem de lucro para as operadoras do sistema, ao ponto de muitas empresas terem se capitalizado para ingressar e investir em algumas capitais nordestinas, secundarizando a otimização da prestação de serviços na – vou usar uma expressão em moda – ´cidade-raiz´. 

A equação de momento é o poder público municipal sendo praticamente compelido, no curto prazo, a compor com esse setor, diante do risco de ter uma cidade do porte de Campina sem o serviço de ônibus, equipamento indispensável para milhares de habitantes, inclusive o universo dos que se deslocam sem a necessidade de pagar a passagem.  

No plano conceitual, num recorte de tempo maior, temos uma espécie de utopia capitalista: a apropriação ilimitada dos lucros e, quando surgem, a socialização dos prejuízos. 

* com informações da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

Para ler a coluna completa desta quarta-feira, acesse aqui: 

Um ´esparadrapo´ milionário – Paraíba Online (paraibaonline.com.br) 

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