Vacinação em CG: Promotora e secretário comentam denúncias de irregularidades

Da Redação*. Publicado em 20 de janeiro de 2021 às 12:31.

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A vacinação contra Covid-19 em Campina Grande já está sendo alvo de muita polêmica nas redes sociais. Em menos de 24h do início, já surgiram denúncias sobre supostas aplicações indevidas cedidas a pessoas que não seriam do grupo prioritário.

Vale lembrar que o município recebeu apenas 4.194 doses do imunizante e, segundo a própria coordenadora de Imunização, Miralva Cruz, inicialmente devem ser vacinados apenas os profissionais de saúde que trabalham na linha de frente, e os idosos com mais de 60 anos em casas de permanência.

O secretário de Saúde municipal, Filipe Reul (foto), também se pronunciou sobre o assunto, afirmando que desconhece totalmente qualquer direcionamento para beneficiar pessoas que não sejam dos grupos prioritários.

“O que eu tenho a dizer é rebater isso, não existe qualquer possibilidade de influência externa estar solicitando vacinação aqui”, ponderou, em entrevista à CBN.

Outro ponto destacado por Reul é que a Secretaria de Saúde disponibilizará a listagem de vacinados online para que não fiquem questionamentos sobre a informação

“Vamos dar publicidade no portal da transparência do município, no portal da Secretaria de Saúde”, completou.

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A promotora de Saúde do Ministério Público (MP) em Campina Grande, Adriana Amorim (foto), também conversou com a emissora de rádio e afirmou que o Ministério está acompanhando a vacinação em todo o Estado da Paraíba, incluindo, é claro, a Rainha da Borborema.

“Em Campina Grande foi instaurado um procedimento administrativo de acompanhamento de política pública. Esse procedimento foi instaurado para verificar o plano de imunização e sua execução”, disse.

Na ação de acompanhar a execução dos planos de vacinação, Adriana contou também que a observância dos grupos prioritários, conforme a política nacional de imunização, é essencial.

“É importante que os gestores observem essas prioridades, tendo em vista que o quantitativo de doses inicialmente enviado não é suficiente para atender a todos. Assim, o processo deve ser seguido com total transparência […] Os municípios devem alimentar, em tempo real, seus sistemas informando os nomes das pessoas que tomaram as primeiras doses para que essas pessoas tenham acesso às segundas doses”, completou.

Por fim, ela destacou que o descumprimento dessas normas pode acarretar a responsabilização dos envolvidos, inclusive de gestores, servidores e de pessoas que receberem o imunizante indevidamente.

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