Covid-19: Paraíba recebe 15 pacientes de Manaus para tratamento; veja imagens

Da Redação com Ascom. Publicado em 18 de janeiro de 2021 às 7:57.

Foto: Oriel Farias

Foto: Oriel Farias

Os 15 pacientes de Manaus transferidos para tratamento da Covid-19 no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB) desembarcaram no aeroporto Castro Pinto por volta das 23 horas deste domingo (17). A ação humanitária faz parte de uma parceria entre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh/MEC), estatal que administra 40 hospitais universitários federais, e o Ministério da Saúde, que está coordenando um esforço nacional de apoio ao Estado do Amazonas.

Os pacientes chegaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e foram transportados para o Lauro Wanderley em ambulâncias disponibilizadas pela Secretaria de Estado da Saúde. A média de idade gira em torno dos 50 anos e todos apresentavam condição clínica estável.

Os 15 pacientes, dos quais 12 são homens e três mulheres, foram submetidos à coleta swab, para RT-PCR, e também a exames de sangue, a fim de identificar o estado geral de saúde. Após a internação no HULW, a bagagem dos pacientes passou por um processo de higienização.

Foto: Oriel Farias

Foto: Oriel Farias

A equipe da Unidade de Apoio Operacional do Hospital Universitário Lauro Wanderley realizou três simulações de admissão desses pacientes, uma no sábado à noite, e mais duas no domingo (pela manhã e à noite), com a finalidade de treinar a equipe para a recepção dos amazonenses.

O superintendente do HULW, Marcelo Tissiani, reforçou que o hospital está disponibilizando os leitos de enfermaria graças a uma ação conjunta envolvendo o Ministério da Educação, a Ebserh, e o Hospital Universitário Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba. O gestor confirmou que os pacientes oriundos do Amazonas vão ficar internados na enfermaria da Ala Covid-19.

Ele ainda agradeceu o apoio da Prefeitura de João Pessoa, que colocou 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) à disposição do HULW como retaguarda, na eventualidade de alguma intercorrência.

Marcelo Tissiani ressaltou a importância dessa ação humanitária para todo o povo brasileiro e lembrou que o hospital está de braços abertos para atender os irmãos amazonenses.

O gestor agradeceu o esforço e a dedicação de todos os colaboradores que se dedicaram com afinco para o êxito dessa operação e vai seguir prestando uma assistência de qualidade aos pacientes.

O acompanhamento dos pacientes será realizado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, além de apoio psicológico.

“Tudo para que possamos oferecer a melhor assistência e obter o melhor resultado para que nossos irmãos da região amazônica possam retornar ao seu lar”, disse o superintendente.

Foto: Danilo Rangel

Foto: Danilo Rangel

Pelo menos 60 profissionais da área assistencial foram recrutados para atuar na linha de frente no tratamento dos amazonenses. Os ambientes foram montados com leitos elétricos além de todo o aparelhamento necessário para o tratamento de pessoas com a Sars-Cov-2, como ventiladores mecânicos, oxímetros, bombas de infusão e materiais para ventilação não invasiva.

O espaço contava com quatro leitos de enfermaria. Para receber os amazonenses, houve uma ampliação e a unidade passou a comportar 19 leitos para pacientes com Sars-Cov-2. O hospital também dispõe de sete leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o tratamento da covid-19.

Ação em rede

Ainda no domingo, outros 15 pacientes de Manaus foram conduzidos ao Hospital Universitário de Brasília. A mobilização para transferência dos pacientes acontece desde a última sexta-feira (15), com a chegada de 32 pessoas diagnosticadas com a doença ao Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI/Ebserh) e ao Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA/Ebserh).

Apoio aos amazonenses

Para garantir que se sintam acolhidos, um olhar especial dos profissionais de saúde estará voltado a esses pacientes. Segundo o gerente de Atenção à Saúde, José Eymard Medeiros, o HULW se preparou para o grande desafio de assistir os pacientes de Manaus.

“Nos preparamos para acolher da melhor forma possível pessoas que estão saindo de sua cidade doentes, receosas por todo o estresse que passaram, deixando seus familiares. Estaremos atuando junto com as famílias para que a gente possa facilitar o contato entre eles”, comentou, referindo-se a visitas virtuais.

O gerente informou que foi montada uma verdadeira operação de guerra para viabilizar leitos isolados, que garantam a segurança não apenas dos amazonenses, mas também de toda a população paraibana, no sentido de reduzir risco biológico e evitar a disseminação do coronavírus.

“O hospital se desdobrou em garantir uma qualidade na assistência, não apenas quanto à alocação de leitos, mas também no ajuste das escalas médicas, de enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e de serviços de apoio como farmácia e nutrição”, disse José Eymard, confiando que, em breve, esses pacientes voltarão curados para Manaus.

Foto: Oriel Farias

Foto: Oriel Farias

Rede nacional

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) disponibilizou 205 leitos em hospitais universitários em todo o país para receber os amazonenses. Todos os transferidos até agora foram para unidades da Rede Ebserh.

“O MEC, por meio da Ebserh, está fazendo tudo que é necessário, integrando um esforço nacional para oferecer atendimento aos pacientes de Manaus. A atuação em rede dos 40 hospitais universitários federais que fazem parte da Ebserh é fundamental, pois soma força para obtermos melhores resultados no esforço federal. É nosso papel unir o ensino à saúde em uma rede nacional. As pessoas internadas, tanto em Manaus quanto nos outros locais, terão todo o atendimento necessário e tudo o que for possível será feito para que voltem bem para suas casas”, afirmou o presidente da Rede Ebserh, Oswaldo Ferreira.

Vice-reitora da UFPB destaca esforço coletivo

A vice-reitora da Universidade Federal da Paraíba, Liana Filgueira, acompanhou a recepção dos pacientes de Manaus no HULW e frisou que o momento exige esforço de todos.

“A solução passa, sem sombra de dúvidas, pelas ações conjuntas e alinhadas de todos aqueles que possam ajudar neste momento: governo, sociedade, iniciativa privada e outros. O foco deve ser no total apoio aos pacientes que precisam de ajuda, aos profissionais da saúde na linha de frente e à sociedade como um todo, para que juntos possamos superar este momento de grande dificuldade”, lembrou.

Liana acrescentou que, desde o início da pandemia, a UFPB encara o momento com a máxima atenção e dedicação, instituindo medidas como protocolo com orientações de prevenção à Covid-19, sala de testagem, Comissão de Biossegurança, e pesquisas na área.

“Estamos alinhados ao HULW, representado pelo dr. Marcelo Tissiani. A UFPB, representada pelo professor Valdiney Gouveia, reitor desta universidade, colocou-se à inteira disposição para acolher os pacientes. Que a UFPB possa ajudar a nação e servir a sociedade neste momento tão difícil”, complementou a vice-reitora.

Veja o vídeo:

Vídeo: Secom/PB

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