Covid-19: médico alerta sobre o risco da automedicação

Da Redação. Publicado em 21 de janeiro de 2021 às 15:29.

Foto: Agência Brasil

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Em entrevista à Rádio CBN, o diretor do Hospital Clementino Fraga e presidente do comitê Municipal de Combate à Covid-19, o médico infectologista Fernando Chagas, alertou as pessoas em relação ao tratamento precoce da Covid-19 e sobre as complicações a respeito da automedicação.

Ele destacou que muitas pessoas acreditam que o tratamento precoce tem uma eficácia total, a ponto de não haver a necessidade de tomar a vacina, porém ressaltou que apesar dos mais de 280 mil estudos relacionados ao tratamento da Covid-19, não há comprovação da eficácia em medicamentos.

O infectologista pontuou que o uso excessivo e indiscriminado de remédios causam um grande risco à saúde, a exemplo da ivermectina, que pode causar intoxicações e também hepatite medicamentosa, e a azitromicina, que pode causar problemas cardíacos.

“A vacina sim é eficaz. Infelizmente não encontramos essa mesma eficácia em tratamento medicamentoso algum”, disse.

Sobre o tratamento nos primeiros sintomas, Fernando destacou que ainda não há medicamentos eficazes, dessa forma, o médico orienta que haja repouso, acompanhamento e apenas medicamentos sintomáticos prescritos por médicos de confiança do paciente.

Para casos de pessoas que responderam de forma perigosa e inflamatória à presença do vírus, ele ressaltou a importância de que haja medidas de suporte de qualidade em ambientes de terapia intensiva, para salvar a vida dos pacientes.

Por fim, ele recomendou que as pessoas não devem se automedicar e sim evitar ao máximo estar tomando medicamentos sem um acompanhamento do profissional prescritor.

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