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Covid -19: depoimento de quem passou por uma UTI e viu a morte de perto

Da Redação. Publicado em 13 de janeiro de 2021 às 9:20.

Foto: Paraibaoinline

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O ano de 2020 foi marcado por perdas para muitas famílias em decorrência da Covid-19. Sem levar em consideração crenças, condição financeira ou qualquer outra característica, o novo coronavírus têm devastado países, no que se diz respeito a Saúde Pública, em todo o mundo.

No Brasil, infelizmente, mais de 200 mil pessoas perderam a vida para a Covid. Na Paraíba, de acordo com a última atualização da Secretaria de Estado da Saúde, são 3.824 mortes e, em Campina Grande, segundo a Secretaria Municipal, 438.

O delegado aposentado Bertolino Oliveira, de 61 anos, foi um dos campinenses infectados pelo vírus. Ele passou 11 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Sobre os primeiros sintomas, ‘Beto’, como é mais conhecido, revelou que o que sentiu primeiro foram os olhos arderem muito. Após ir ao hospital e ter o diagnóstico positivo para a Covid, ele relatou que foi necessária a internação.

– Fui internado no início de maio e sai no dia 14. Tomei mais de 50 injeções anticoagulantes e muitas medicações – relatou, em entrevista à rádio Caturité FM, nesta terça-feira, 11.

Foto: Paraibaoinline

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Ainda sobre a necessidade da internação, Beto apontou algumas das suas sensações enquanto esteve hospitalizado: “Deixei nas mãos de Deus. Não tive reação. Você perde o jeito de respirar. E, por isso, uma das coisas mais importantes são as pessoas que nos ajudam com a fisioterapia, para que você possa voltar a respirar. Nos primeiros quatro dias eu tive muito medo, porque o tratamento não estava dando resultado”, desabafou.

Apesar de toda luta, o ex-delegado comemorou a vitória sobre a doença. Mas, relembrou que a sensação dos 11 dias internado foi terrível: “A sensação é de cair dentro de um rio, sentir que vai morrer e não poder fazer nada”, afirmou.

Ainda na entrevista, Beto contou que uma coisa que o entristece hoje é ver as pessoas não tomando todos os cuidados de prevenção à Covid: “A gente vai no supermercado, estão sempre lotados e as pessoas em respeitar o distanciamento. O que eu posso dizer é o seguinte: não brinquem! A doença é séria e grave”, alertou.

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