Chegada das vacinas ao Brasil: Presidente da Fiep analisa reação da indústria

Da Redação com Ascom. Publicado em 21 de janeiro de 2021 às 11:36.

Foto: Paraibaonline

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Alinhado com o posicionamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), Francisco de Assis Benevides Gadelha, acredita que “à medida em que a vacinação for avançando, as incertezas econômicas, políticas e sociais relacionadas à pandemia se dissiparão”.

Na opinião de Francisco Gadelha, a Paraíba irá desfrutar dos mesmos benefícios que os demais estados brasileiros terão ao receberem as doses da vacina. Ele explica que todos os setores industriais paraibanos serão impactados positivamente com a chegada das vacinas em nosso país.

“A vacinação irá contribuir significativamente para impulsionar o crescimento da indústria, que é, sem dúvida, a principal responsável pelo crescimento econômico do Brasil”, disse ele.

Ao analisar o cenário nacional, ele afirma que “a indústria, por incrível que pareça, vai crescer 4,8%, um crescimento gigantesco que nós não tivemos nos últimos anos e é um resultado fantástico para um ano de tanta crise”.

No entanto, o presidente da Fiep destacou que “ainda estamos vivendo um momento difícil, de medo e receio da pandemia aumentar e do risco eminente de entrarmos num caos generalizado, por isso, considero importante a vacinação para que o país possa avançar no desenvolvimento”, disse.

“Nós fomos muito lentos, devíamos ter negociado as vacinas com aqueles laboratórios que tinham possibilidades mais concretas de realizar a entrega das vacinas em tempo hábil, existiam aquelas que não estavam sendo tão aclamadas pela população, como era o caso da própria Coronavac que nós vamos usar, da Sputnik russa, a exemplo da Pifzer, mas não tivemos habilidade para fazer fluir este relacionamento”.

Na opinião de Francisco Gadelha, o Brasil tem grande potencialidade como comprador perante países estrangeiros, além de ser um país que tem o hábito de realizar importantes campanhas de imunização contra diversos tipos de doença. “Temos uma população grande e o hábito de vacinar essa população, não justifica termos esperado tanto para organizar esse planejamento”, analisou.

“Não podemos minimizar a pandemia. Precisamos nos unir diante das soluções. Não podemos estar divididos, somos um país sério, temos que salvar vidas, cuidar das pessoas e defender os interesses de toda a sociedade. Somos pequenos grãos de areia nesse universo gigantesco e cada um precisa deixar o seu legado”, concluiu.

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