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Papa Francisco adoece e não participa da última celebração do ano

Da Redação com Ascom. Publicado em 31 de dezembro de 2020 às 16:33.

Foto: Ascom

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Neste ano a tradicional cerimônia das Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Mãe de Deus com o ´Te Deum´ na Basílica de São Pedro foi presidida pelo cardeal decano Giovanni Battista Re.

Na ocasião o cardeal (foto) leu a homilia do Papa Francisco que devido a uma dolorosa ciatalgia (dor que irradia ao longo do nervo ciático) não pôde estar presente.

A homilia escrita pelo Papa inicia com um agradecimento:

“Esta tarde, gostaria de dar um breve espaço de agradecimento pelo ano que está se encerrando”.

E Francisco pondera: “Poderia parecer forçado, quase chocante, agradecer a Deus no final de um ano como este, marcado pela pandemia”, porém, – continua -, alguém pode perguntar: “qual é o sentido de um drama como este? Não devemos ter pressa em responder a esta pergunta”.

Continua o Santo Padre: “A resposta de Deus segue o caminho da Encarnação, como logo cantará a Antífona do Magnificat: ‘Pelo grande amor com que nos amou, Deus enviou o seu Filho em uma carne de pecado’”.

O Papa sugere então o gesto do Samaritano no qual podemos encontrar um “sentido” para este drama:

“O bom samaritano, quando encontrou aquele pobre homem meio morto na beira da estrada, não lhe fez um discurso para explicar o significado do que lhe acontecera”.

E acrescenta: “O samaritano, movido pela compaixão, inclinou-se sobre aquele estranho, tratando-o como um irmão e cuidando dele, fazendo tudo o que estava ao seu alcance”.

“Aqui, sim talvez possamos encontrar um ‘sentido’ para esse drama que é a pandemia, assim como de outros flagelos que atingem a humanidade: o de suscitar em nós compaixão e de provocar atitudes e gestos de proximidade, cuidado, solidariedade”, assinalou Francisco.

Além dos profissionais da saúde, sacerdotes e religiosos é destacado um agradecimento especial:

“A todos os que se esforçam a cada dia para levar em frente da melhor forma a própria família e o serviço ao bem comum, ou seja os administradores de escolas, professores e administradores públicos que colocam o bem comum acima de interesses privados ou partidários. Estes, apesar da situação muito complexa procuraram realmente o bem de todos a partir dos mais desfavorecidos”.

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