Fechar

logo

Fechar

Advogado de suposto executor de ex-prefeito deixa caso por não concordar com delação

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 16 de dezembro de 2020 às 19:03.

Foto: Ascom

Foto: Ascom

Os motivos ainda não foram esclarecidos pela Polícia Civil de João Pessoa sobre o assassinato do ex-prefeito Expedito Pereira, ocorrido na última quarta-feira (09), mas três pessoas já foram intimadas pela polícia para depor por suspeita de envolvimento com o crime: o sobrinho do ex-prefeito, Ricardo Pereira e ainda Jean Carlos da Silva e Leon Nascimento dos Santos e o juiz Marcos William de Oliveira, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa, expediu mandado de prisão para os envolvidos.

Leon Nascimento dos Santos, tido como o suposto executor de Expedido Pereira já está preso, mas conforme o advogado de defesa Aécio Farias, Leon se encontra preso, mas por outros crimes que cometera. Contudo, o advogado deixou o caso por não concordar com o artifício da delação premiada.

“Ele foi preso, no último sábado por força de mandado de prisão expedido pela Vara das Execuções Penais da Comarca de João Pessoa, e quando eu compareci no domingo para falar com ele, me deparei com um delegado de polícia interrogando-o. Participei da oitiva para saber de fato o que teria ocorrido e ele havia negado qualquer tipo de participação no crime, mas ao tomar conhecimento de uma eventual delação, como jurista não colaboro com esse tipo de tese e achei por bem sair do caso”, explicou o advogado.

Segundo ele, a delação premiada vai contra as suas convicções como operador do Direito e como professor há muito anos, não se curva a isso.

“Não vou vencer minhas convicções como jurista”, afirmou o advogado acrescentando ainda que por conta da ética profissional não poderia revelar o que o seu até então constituinte teria dito, mas confirmou a prisão de Leon dos Santos por outros processos.

Já o advogado Daniel Alisson de Jean Carlos da Silva afirmou que o seu cliente está foragido por não achar justo ser preso por algo que não fez.

“Eu acredito que ele vai continuar foragido, mas estamos tomando as medidas cabíveis para tentar relaxar o mandado de prisão. Vamos preparar uma petição que será impetrada junto ao Primeiro Tribunal do Juri, além de habeas corpus no Tribunal de Justiça da Paraíba”, ressaltou.

Jean Carlos trabalhou na campanha eleitoral para vereador de Ricardo Pereira, sobrinho de Expedido e na residência dele foram apreendidos vários documentos, entre eles, cheques, com a assinatura da vítima, mas o advogado disse que espera o laudo técnico para saber da veracidade, uma vez que, há acusações de que seriam assinaturas falsas de Expedido Pereira.

“Eu sou um operador do direito e não trabalho com achismo, mas com documentações assinadas por pessoas habilitadas. Estão dizendo que é tudo falsificado, mas como sabem se é falsificado se ninguém tem o resultado da perícia?”, indagou o advogado, que afirmou também que não teve acesso ainda aos autos e denuncia violação de prerrogativas.

 “Eu estou indo à Delegacia para pedir vista dos autos. Ou o delegado me dá ou vou tomar providências cabíveis porque isso é um escárnio o que está acontecendo”, desabafou o advogado.

Share this page to Telegram
Matérias Relacionadas

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube