Fechar

logo

Fechar

Projeto pede doação para zerar fila de mulheres que esperam inserção de DIU em CG

Da Redação. Publicado em 25 de novembro de 2020 às 19:50.

Foto: Reprodução/ Ministério da Saúde

Foto: Reprodução/ Ministério da Saúde

Um projeto realizado por médicas ginecologistas e uma enfermeira, em Campina Grande, tem garantido o planejamento familiar, através da inserção do DIU (Dispositivo Intrauterino) em mulheres que não desejam engravidar durante o período de pandemia do novo coronavírus.

O método contraceptivo é considerado um dos mais seguros, com eficácia podendo ser superior a 99% e tem sido realizado, de forma gratuita, através do projeto Contracepção CG, que conta com uma página no Instagram (@contracepcao_cg) com quase 5 mil seguidores.

O objetivo inicial do projeto foi garantir o planejamento familiar durante a pandemia, uma vez que o vírus Sars-cov-2 era muito novo e havia pouco ou nenhum estudo a respeito do que ele poderia causar na grávida ou no feto. A prevenção durante este período foi uma orientação da Organização Mundial de Saúde, em uma conferência ocorrida em Genebra, na Suíça.

A médica ginecologista campinense, professora e consultora da OMS, Melania Amorim, participou deste evento e, na volta a Campina Grande deu início ao projeto, pois encontrou os serviços de contracepção no município, referenciados pelo Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea) e Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), fechados, devido à pandemia. Para evitar a gravidez indesejada, no sentido de não trazer risco às mulheres, especificamente neste período, é que foi criado o projeto Contracepção CG, que é voluntário e gratuito.

De acordo com a enfermeira Cátia Cristiana, inicialmente todo os insumos para a realização dos procedimentos eram custeados pelas profissionais. Até o momento mais de 800 mulheres foram beneficiadas, porém há pelo menos outras 4 mil na fila de espera.

Semanalmente são realizados de 15 a 20 procedimentos e a meta é aumentar o número de inserções, o que garantiria uma maior oferta do serviço e a diminuição do tempo de espera.

Ainda conforme informou Cátia Cristina à reportagem do PARAIBAONLINE, o projeto tem parceria com a Secretaria de Saúde de Campina Grande, que autorizou a realização do procedimento na Policlínica da Zona Leste, às quartas-feiras à tarde e às quintas-feiras pela manhã, além de disponibilizar insumos como luva, espéculos, gaze. Também conta com a parceria Secretaria de Estado da Saúde, que fornece 200 DIUS de cobre por mês.

Porém, mesmo assim, não tem sido suficiente. Devido à amplitude que o projeto tomou e o tempo de espera, as profissionais estão realizando uma campanha de doação, de qualquer valor em dinheiro, para a compra de materiais necessários.

– O material que recebemos ainda é muito pouco diante do tamanho que nosso projeto tomou. A Secretaria de Saúde do município tem garantido uma ajuda sim, como também a Secretaria de Estado, mas temos mais de 4 mil mulheres na fila de espera. Se ficarmos apenas com o que está sendo disponibilizado pelos órgãos públicos, seriam em torno de  200 procedimentos por mês e, para zerar a filha, seria uma média de dois anos – contou a enfermeira.

Mais informações podem ser obtidas através do número do WhatsApp: (83) 8626-0409. Para doar algum valor, basta realizar depósito ou transferência para a conta bancária da médica Melania Amorim:

BANCO DO BRASIL

AGÊNCIA 5026-1

Conta 19178-7

CPF 569821784-04

Share this page to Telegram
Matérias Relacionadas

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube