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Entenda o porquê de mulheres ter mais ressacas do que homens e como aliviar o desconforto

Da Redação com Ascom. Publicado em 28 de novembro de 2020 às 9:01.

Foto: Ascom

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O dia seguinte após a ingestão de bebidas alcoólicas nem sempre é agradável para a maioria das pessoas, mas estudos apontam que há um grupo que sofre ainda mais os efeitos do consumo do álcool: as mulheres.

Cientificamente chamada de ‘veisalgia’, a ressaca afeta mais as mulheres por conta da baixa presença de uma enzima no organismo feminino, conforme explica o endocrinologista da rede Hapvida em João Pessoa, Francilino Leite (foto).

“O álcool precisa ser metabolizado, pois se trata de uma substância tóxica no nosso organismo, assim precisa de uma enzima chamada álcool desidrogenase (ADH), que é presente no fígado. Nas mulheres, sua concentração é menor quando comparada com os homens, causando sintomas mais aflorados”, destacou.

Também é comprovado que as mulheres têm menos resistência ao álcool, o que faz com que a embriaguez aconteça de forma mais rápida nelas do que nos homens. O motivo também está relacionado com as diferenças entre os organismos feminino e masculino.

“Além da enzima, a mulher possui uma menor quantidade de gordura e água no corpo, o que também influencia e faz com que ela sofra os efeitos do álcool no organismo mais rápido”, pontuou.

É o caso da estudante universitária Fernanda Alves, que já passou por contratempos após a ingestão de bebidas alcoólicas.

“Mesmo quando bebo pouco, tenho a ressaca intensificada e perco o dia por estar com dor de cabeça, mal estar, náuseas”, relata. Por conta dos efeitos após a bebida, ela preferiu reduzir a frequência do consumo.

Para evitar episódios de desconforto, a hidratação é o mais indicado, conforme detalha o especialista.

“Antes, durante e após o consumo da bebida alcoólica, é importante ingerir bastante água e se alimentar. Essas são as melhores maneiras de amenizar os efeitos”, narra.

Alerta – O médico também ressalta que a bebida deve ser consumida com moderação, e sua ingestão de forma indiscriminada pode trazer efeitos colaterais, como cirrose hepática alcoólica, alteração cerebral com perda de reflexos, cognição, que podem levar ao coma, além de afetar outros órgãos como rim, coração e pâncreas.

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