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Deputada pede informações sobre a fuga do mentor da “Barbárie de Queimadas”

Ascom. Publicado em 20 de novembro de 2020 às 14:09.

Foto: Paraibaonline

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A deputada estadual Estela Bezerra, enquanto parlamentar e membro da Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa da Paraíba, protocolou na manhã desta sexta-feira (20) um pedido de informação sobre o andamento dos procedimentos investigativos para apurar a fuga de Eduardo dos Santos Pereira, que ocorreu no dia 17 de novembro.

O pedido foi feito ao secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Jean Francisco Bezerra Nunes, e ao secretário executivo da Administração Penitenciária, João Paulo Barros.

Eduardo dos Santos Pereira foi condenado a 108 anos de prisão por ser o mentor da “Barbárie de Queimadas” – estupro coletivo que resultou na morte de Izabella Pajuçara e Michelle Domingues, e fugiu da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes de João Pessoa, conhecida como PB1, na noite da terça-feira (17).

A fuga aconteceu entre 19h e 20h e o preso fugiu pela porta lateral que dá acesso ao almoxarifado.

Os quatro policiais penais que faziam a segurança do setor foram encaminhados à Central de Polícia ainda na noite da terça, para prestar esclarecimentos.

O delegado geral da Polícia Civil, Isaías Gualberto, afirmou que um deles foi autuado por facilitação culposa e, em seguida, liberado.

Será instaurado um inquérito para investigar como a fuga aconteceu. Até a manhã da quarta-feira (18), a polícia não tinha notícias do paradeiro de Eduardo dos Santos.

Em setembro de 2014, Eduardo dos Santos foi considerado culpado por dois homicídios, formação de quadrilha, cárcere privado, corrupção de menores e porte ilegal de arma, além de cinco estupros.

Por estes crimes, ele foi condenado a 106 anos e 4 meses de reclusão. Além disso, ele recebeu uma pena de 1 ano e 10 meses de detenção pelo crime de lesão corporal de um dos adolescentes envolvidos no crime.

De acordo com a parlamentar, é imprescindível que as autoridades de segurança do Estado apurem as eventuais facilitações na fuga do detento e que as ações de busca na recaptura sejam feitas com a maior brevidade possível.

“Neste momento temos um homem condenado por um dos piores crimes do Estado, em situação de fuga, e que coloca em risco não só as mulheres, mas toda a sociedade. Precisamos de respostas”, afirmou Estela.

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