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Parque da Bica realiza trabalho de preservação de espécies

Da Redação com Secom/JP. Publicado em 4 de outubro de 2020 às 16:57.

Foto: Kleide Teixeira/Secom-JP

Celebrado anualmente em 4 de outubro, data também comemorativa do dia do padroeiro dos animais, São Francisco de Assis, o Dia dos Animais foi instituído em 1931, durante uma convenção de ecologistas, na Itália, com o intuito de chamar a atenção da população para a necessidade de proteger e preservar todas as espécies.

No Parque da Bica, os cuidados com alimentação, ambientação, condicionamento animal e outros, são realizados sempre com o bem-estar animal e preservação de espécies como prioridades entre todos os profissionais do local.

“O bem-estar animal começa desde a chegada do alimento, que passa por uma bióloga e uma zootecnista, que verificam se o alimento é adequado para ser servido aos animais, incluindo a forma de preparo e de oferta dos mesmos” explicou Thiago Nery, médico veterinário do local.

Também é prática de bem-estar animal utilizar o enriquecimento ambiental (sensorial ou mecânico) com estruturas ou brinquedos; enriquecimento alimentar, como a utilização de alimentos que não são da rotina desse animal e até a forma da oferta dos alimentos, que podem estar dentro de uma caixa, escondidos, para que o animal possa brincar e estimular seus instintos.

Na Bica, outro item trabalhado pelos profissionais do local é o condicionamento animal, que é feito através do reforço positivo, então, sempre que o animal realiza uma ação ganha uma recompensa prazerosa. O objetivo do condicionamento é o manejo mais tranquilo possível.

“Um animal condicionado sabe, por exemplo, que o tratador não lhe fará mal e que após fazer a higienização do ambiente, ele será novamente solto. Outro ganho é com relação aos cuidados veterinários.

Quando os animais têm um tipo de condicionamento, é possível administrar medicação e fazer avaliações sem ter que contê-lo, anestesia-lo ou submetê-lo a um procedimento mais complexo, desta forma, consegue-se fazer, por exemplo, uma avaliação de cavidade oral sem ter que anestesiar o bicho, evitando-se ao máximo procedimentos que causam estresse”, ressaltou Thiago Nery.

Ainda segundo o veterinário do Parque, outro procedimento usado na Bica é a recintagem, ou ambientação, que é uma prática feita no zoológico para tornar o ambiente mais semelhante ao que o animal teria na natureza.

Desta forma, se ele tem hábito de Caatinga, terá uma área mais seca, se é de Mata Atlântica, uma área com mais vegetação, utilizando a ambientação pensando do ponto de vista de como era o seu habitat.

Além disso, todos os recintos têm um local onde o animal pode entrar e não ser visto. “Ele tem esse direito e quem vai ao zoológico tem que saber respeitar esse momento”, completou Thiago Nery.

Atualmente o Parque da Bica está passando por reformas, sendo grande parte delas para melhorias estruturais. Dentro desse contexto, foram criados novos espaços para os grandes felinos e, no recinto dos jacarés, um espaço onde os répteis equilibram a temperatura corporal, além também da recuperação do espaço dos falconiformes, do serpentário e dos recintos dos pequenos mamíferos.

Serviço – O Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), localizado na Avenida Gouveia Nóbrega, s/n – Róger, atualmente está fechado ao público devido às restrições por conta da Covid-19, devendo retomar atividades com limitação da capacidade a partir do dia 15 de outubro. Mais informações (83) 3218-9710.

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