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Padre acusa prefeita Márcia Lucena de mandar prendê-lo por conta da pintura de um cruzeiro

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 3 de outubro de 2020 às 22:02.

Foto: Reprodução

Por conta da mudança da cor azul barroco para marrom de um Cruzeiro localizado em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição do município do Conde, o padre Luciano Gustavo Lustosa da Silva foi preso na tarde deste sábado (03). Segundo ele, a prisão ocorreu a mando da prefeita Márcia Lucena (PSB), a quem ele acusa de ser comunista e não gostar de padres e nem da Igreja Católica.

O Cruzeiro de arquitetura barroca fica em frente à Igreja Matriz e havia sido pintado de azul pela Prefeitura do Conde como forma de resgatar o patrimônio religioso do município.

O padre Luciano Gustavo achou por bem mudar a cor para marrom para combinar com as portas da Igreja Matriz. O ato do padre foi visto como rebeldia pela prefeita Márcia Lucena, que vem fazendo um trabalho de urbanização no Conde, incluindo benefícios na própria Igreja.

Na tarde deste sábado, o padre foi conduzido à Delegacia de Alhandra para prestar esclarecimentos sobre o dano causado ao patrimônio, conforme alegou a prefeita Márcia, uma vez que a Prefeitura havia feito um gesto para recuperar o Cruzeiro.

“A prefeita mandou me prender porque eu troquei a pintura do Cruzeiro que pertence a nossa Paróquia. É uma coisa absurda. A gente fica de boca aberta diante dos desmandos, da arbitrariedade e do autoritarismo, mas também existe um viés comunista nisso, né? A gente sabe disso.

Mas também quem é comunista odeia a igreja, odeia padre, persegue, não tem caridade com ninguém”, desabafou o padre.

No final da tarde, a prefeita gravou um vídeo se defendendo das acusações do padre Luciano e disse que não mandou prender ninguém e nem mandaria e que tudo não passou de uma armação política contra ela, que é candidata à reeleição.

“Nós vamos cobrar esclarecimentos do comandante e da Arquidiocese da Paraíba para checar tudo. Nós vamos apurar o que aconteceu”, disse.

Segundo ela, estão querendo desqualificar o seu trabalho porque sabem que ela está trabalhando muito pelo Conde e fazendo o bem pelo povo. A prefeita disse ainda que ninguém pode julgar o outro para saber se tem fé ou não, para julgar se a pessoa é cristã ou não.

“Nenhum padre tem autoridade para isso. Nenhum padre pode dizer se sou ou não cristão. Eu não permito isso”, contestou a gestora.

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