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Nutrição: Conheça mitos e verdades sobre os alimentos

Da Redação com Ascom. Publicado em 25 de outubro de 2020 às 18:21.

Foto: Getty Images

Com o acesso à informação cada vez mais fácil, somos constantemente bombardeados de notícias em diversos meios de comunicação, sobretudo na internet.

Com a busca de um estilo de vida mais saudável, tornaram-se comuns reportagens sobre os benefícios ou malefícios de determinados alimentos, e sem uma fonte confiável, a veracidade da informação torna-se questionável.

A nutricionista do Sesc Paraíba, Karla Albuquerque, relata: “É comum que os pacientes cheguem ao consultório com dúvidas sobre alimentação, por encontrarem informações muitas vezes divergentes sobre os benefícios e malefícios”. Pensando nisso, ela elaborou uma lista de mitos e verdades sobre alimentação. Confira!

01 – VEGETAIS CONGELADOS PERDEM TODO O SEU VALOR NUTRITIVO

MITO.

O vegetal congelado perde seu frescor e sua textura, pode haver alteração na disponibilidade de nutrientes, mas não na sua totalidade. Essa perda varia entre o tipo de vegetal, a técnica utilizada para o congelamento e o descongelamento.

Os vegetais podem ser congelados: crus (indicado para as folhas, couve flor picadinha, salsão picado, cenoura ralada, mandioca em pedaços grandes, abóbora em cubos, tomate); branqueamento (técnica que melhor conserva os alimentos) ou cozido.

É importante destacar que alguns vegetais nunca dão certo congelados, como a abobrinha, que perde a textura, mesmo cozinhando após o congelamento. Já as folhas ficam moles após o descongelamento: a dica é usar em sucos ou sopas.

02 – CONSUMIR TOMATE PODE REDUZIR OS RISCOS DE CÂNCER DE PRÓSTATA

VERDADE.

Não apenas o tomate, mas alimentos fontes de licopena, como o tomate (e produtos à base do mesmo), melancia e goiaba, apresentam grande capacidade antioxidante, sendo capaz de atingir concentrações bastante elevadas no tecido prostático.

O licopeno tem despertado grande interesse na comunidade científica como potencial agente preventivo e terapêutico no carcinoma da próstata.

A evidência epidemiológica quanto ao consumo ou a utilização do licopeno, enquanto agente preventivo, mostra resultados positivos, mas ainda limitados, apontando a importância de mais estudos complementares.

São necessários, concomitantemente, estudos que avaliem como potencializar sua absorção e maior biodisponibilidade, e também as doses corretas de ingestão do mesmo para alcançar seu efeito protetor.

03 – PÃO “DORMIDO” OU “AMANHECIDO” TEM MENOS AÇÚCAR

MITO.

Não importa se o pão é consumido no dia que foi preparado, no outro dia, ou foi torrado: um pão francês de aproximadamente 50g terá sempre 28g de carboidrato, nutriente que mais afeta sua glicemia, pois quase 100% é convertido em glicose (açúcar).

A única diferença é que ele perde água e fica mais seco, dando a sensação de maior saciedade. O primeiro passo para escolher um pão adequado é optar pelo pão feito com farinha integral, rico em fibras, como aveia, sementes de linhaça e/ou chia. A presença da fibra ajuda a diminuir o impacto do carboidrato no sangue. Outra dica é usar recheios também fontes de fibras como a salada crua (folhosos, cenoura crua ralada, tomate, cebola) e alimentos proteicos (ovo, frango desfiado, queijo branco).

04 – QUEIJO AMARELO TEM MAIS GORDURA QUE O BRANCO

VERDADE.

O queijo é um concentrado lácteo constituído de proteínas, lipídios, carboidratos, sais minerais, cálcio, fósforo e vitaminas (entre elas A e B) e a cor dos queijos está intimamente ligada à gordura do leite.

A cor amarela está relacionada com o teor de gordura, sendo assim, os queijos amarelos são mais calóricos que os brancos. Vale destacar, ainda, que o queijo branco também é mais saudável que o requeijão, pois apresenta menos gordura saturada. A gordura saturada contribui para o aumento do colesterol total e da LDL (colesterol ruim). As melhores opções de queijos brancos são: cottage, minas frescal e ricota.

05 – FRUTAS DESIDRATADAS PODEM NÃO SER TÃO SAUDÁVEIS QUANTO AS FRUTAS FRESCAS

MITO.

As frutas secas são tão poderosas quanto as frutas frescas. Apesar do menor poder de hidratação, elas garantem as mesmas quantidades de fibras, vitaminas e minerais das frutas naturais, comprovado em diversos estudos. (Vale lembrar que isto vale para frutas secas tradicionais sem adição de açúcar).

Um dos problemas mais comuns encontrados na comparação das frutas secas com as frescas em termos nutricionais é a prática de rotina de equiparação em base de peso por peso. Não é nenhuma surpresa que, como a água é removida na secagem, o conteúdo de açúcar das frutas secas em comparação com as frescas parece ser desproporcionalmente mais alto, contribuindo para as mensagens confusas sobre a concentração de açúcar das frutas secas.

Entretanto, quando se leva em conta o tamanho da porção e o conteúdo de água, os açúcares naturais e as calorias das frutas se tornam iguais tanto para frutas frescas quanto secas.

O processo de desidratação, ou secagem, ainda proporciona outros benefícios como estender a vida de prateleira dos alimentos, mais resistentes à deterioração, diminuir o volume, peso e reduzir custos durante seu transporte e armazenamento.

Sabemos que existem muitos outros questionamentos sobre aos mais diversos alimentos. Contudo é relevante salientar a importância da credibilidade das fontes de informação.

Precisamos ficar atentos ao fato de muitas informações sobre nutrição serem recolhidas pela população a partir das propagandas do produto, de fontes sem comprovação científica; entretanto, esses dados podem ser contraditórios, incompletos e tendenciosos. Busquem fontes confiáveis, não compartilhe antes de checar. E na dúvida, procure um nutricionista!

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