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Novo formato. The Voice Kids a distância: ‘Nova realidade’

Da redação com Folhapress. Publicado em 12 de setembro de 2020 às 11:57.

Foto: Divulgação/Rede Globo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Não foi só a falta de aulas presenciais que afetou as crianças na quarentena. As que participam do The Voice Kids (Globo) tiveram de ver o sonho de chegar à final do programa adiado. A temporada, que havia começado em janeiro, teve de ser interrompida em abril, dando lugar a reprises de Tamanho Família. Mas, agora, o programa volta ao ar no domingo (13) com algumas adaptações no formato.

Neste primeiro episódio de volta, o programa vai exibir uma retrospectiva dos melhores momentos da temporada, para que o público possa relembrar quem são os competidores e como eles chegaram até ali.

A partir da próxima semana, os candidatos se apresentam remotamente, de suas respectivas casas. Para garantir que as diferenças sociais entre os participantes não interfiram na preferência do público, a Globo vai mandar o equipamento de gravação para cada criança.

Também faz parte do material que eles receberão um fundo para ser montado, na frente do qual poderão fazer as apresentações em igualdade de condições.

Na parte musical, eles continuam cantando com o acompanhamento da banda. Porém, os músicos já terão gravado a parte instrumental antecipadamente. Ela também chegará na casa de cada criança para que elas cantem por cima dessa base sonora.

Nos programas dos dias 20 e 27 de setembro, as 24 crianças ainda na competição serão avaliadas pelos técnicos (Carlinhos Brown, Mumuzinho, que entra no lugar de Claudia Leitte, e a dupla Simone e Simaria), que estarão nos Estúdios Globo, no Rio, e pelo público de casa, que vota pela internet. Após essa fase, sobrará apenas a metade.

No dia 4 de outubro, haverá mais um funil (também com votação dos técnicos e pela internet), que dará lugar aos três participantes que estarão na grande final, marcada para 11 de outubro. A escolha do vencedor será feita exclusivamente pelo voto popular.

“Estava com muitas saudades”, confessou o apresentador André Marques, 40, à reportagem, por telefone. “Estou ansioso por esse reencontro com elas [as crianças], mesmo que de uma maneira diferente. Vários me mandavam mensagens durante esse período falando como estavam.”

A principal preocupação dele é que a proximidade com as crianças não se perca por causa da distância física. “É um programa envolto em muita emoção, muito doce. Eu mesmo me emociono e choro uma cacetada de vezes”, confessou. “Dentro da nova realidade, a gente vai conseguir fazer bonito. Todo mundo da engenharia, da tecnologia, da direção está aprendendo a fazer o programa desse jeito novo. Não é uma coisa simples, é uma novidade. Mas a gente está se dedicando.”

CUIDADOS REDOBRADOS
Apesar de ainda não ter ido ao estúdio do The Voice Kids até esta semana –a maior parte de suas intervenções serão ao vivo–, André Marques contou que a retomada das gravações na Globo tem sido feita com muita prudência. Vale lembrar que até o sábado passado (5) ele permaneceu entre os apresentadores do É de Casa durante o intervalo da atração estrelada pelas crianças.

“É tudo muito bem cuidado”, contou. “Você chega e já tem a temperatura medida na entrada. O carrinho elétrico para ir até o estúdio não pode ser dividido com ninguém. Quando chega lá, colocam um macacão em você, medem a temperatura de novo, aí que você pode ir até o camarim trocar de roupa. Para circular fora do estúdio, tem que estar com o macacão também. Todo mundo usa.”

Alguns cuidados, no entanto, vêm de muito antes da pandemia. São advindos da responsabilidade de fazer um programa de TV que tem participantes com idades entre 9 e 14 anos. “A nossa prioridade é cuidar das crianças, faze-los se sentirem bem”, afirma o apresentador. “Por mais que tenha a palavra competição, tentamos fazer elas verem que, independente da vitória, passar na mão dos nossos técnicos, da nossa equipe e da nossa direção musical é uma oportunidade que poucas crianças que gostam de música terão.”

O próprio André Marques teve uma infância longe dos holofote s, mas nem por isso menos agitada. “Eu sempre fui uma criança terrível, encapetada”, admitiu. Ele disse que gostava de montar um palco na fazenda da família e imitar os amigos dos pais para a plateia seleta. Por volta dos 11 anos, foi que ele começou a perceber que aquilo era mais que uma simples brincadeira e passou a fazer aulas de teatro.

A inquietação que ele já tinha nessa idade foi que nunca passou. “Me sinto uma eterna criança, só não tenho mais a idade”, brincou.

Mas e quanto a fazer crianças? Será que estar cercado de tanta fofura não faz ele querer ser pai? “A vontade aflora na hora, mas depois passa”, garantiu. “Não tenho pressa para isso. Quando eu achar que for a hora, vou ter.”

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