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Diretor da Aneel comenta vinda de Bolsonaro à Paraíba e instalação de usinas

Da Redação*. Publicado em 16 de setembro de 2020 às 10:38.

Foto: Reprodução

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O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, comentou, em entrevista à CBN FM, a visita do presidente Jair Bolsonaro à Paraíba na próxima quinta-feira (17) para a inauguração do Complexo Solar de Coremas, no Sertão do Estado.

De acordo com ele, a cidade tem três usinas de 30 megawatts em operação, advindas de um investimento de R$ 450 milhões, e a vinda do presidente vai destacar o potencial da produção solar de Coremas.

“Só para ter uma ideia, na Alemanha, que tem uma grande quantidade de energia solar instalada nas residências atendendo a demanda do país, o sol tem uma intensidade de 1.100 kWh por metro quadrado. Já em Coremas a irradiação é de 2.260 kWh por metro quadrado, ou seja, mais que duas vezes as condições naturais da Alemanha”, afirmou.

O sol que sempre castigou a economia local, a agricultura e agropecuária, agora se mostra como um vetor para o desenvolvimento regional, de acordo com André.

Ainda segundo ele, o sistema de transmissão brasileiro é todo interligado. Então, do ponto de vista elétrico, tanto faz estar em Manaus, como em Porto Alegre, a energia produzida no Sertão da Paraíba pode ser distribuída.

“A energia gerada em Coremas foi comprada por distribuidoras do Brasil inteiro, foram leilões realizados em 2015 e 2016”, completou.

Em sua fala, o diretor apontou também que ainda devem ser instalados 35 empreendimentos do tipo na Paraíba, divididos em usinas eólicas e solares, dentre eles 15 já estão em construção e representam um investimento de R$ 3,3 bilhões, além de 31 mil empregos diretos que estão sendo criados na fase de construção.

– Está em construção no município de Santa Luzia o Complexo Eólico de Canoas, temos usinas eólicas sendo construídas também em São José do Sabugi e usinas solares que continuarão sendo construídas em Coremas. Em Areia de Baraúnas temos o Complexo Solar Ventos de Arapuá – afirmou.

Pepitone disse ainda que das instalações futuras, que ainda não estão em construção, a previsão de investimentos é de R$ 2,3 bilhões e mais 22 mil empregos diretos.

“É bom destacar que no Complexo Solar de Coremas a gente observa todo um cuidado da inserção de mão de obra local, tanto para construção do empreendimento quanto nas iniciativas socioambientais. Observamos uma forte interação com a Universidade de Campina Grande no que diz respeito aos profissionais que cuidam da política ambiental da usina”, finalizou.

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