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Delegada esclarece sobre morte de criança em Campina Grande

Ascom. Publicado em 21 de setembro de 2020 às 13:43.

Foto: Ascom

A Polícia Civil esclareceu na manhã desta segunda-feira, 21, o caso que resultou na morte da criança Samuel Lucas Bernardo da Silva, quatro anos de idade, fato ocorrido na manhã do último sábado, dia 19, no bairro do Mutirão.

Os detalhes da investigação foram explicados à imprensa, durante entrevista coletiva na Central de Polícia Civil.

De acordo com a delegada Nercília Dantas, as declarações da madrasta do menino, de 24 anos, não condizem com as informações apuradas durante a investigação.

Samuel foi levado por ela para o Hospital de Traumas de Campina Grande, por volta das 8h30 do sábado, com a informação de que ele havia sofrido uma queda em casa.

Mas, os médicos desconfiaram da gravidade dos ferimentos e acionaram a Polícia Militar, que conduziu a investigada até a Delegacia de Homicídios.

“Ela disse em depoimento na delegacia que estava na companhia de um homem em sua casa, que seria uma espécie de ‘amante’, e que esse homem teria saído dessa residência por volta das 6h30, com destinado a um município de Pernambuco. Mas nós realizamos várias diligências e constatamos que essa informação é falsa. Os próprios vizinhos da suspeita nos disseram que não têm conhecimento de que esse suposto homem frequenta aquela casa”, explicou Nercília.

O tenente Diego, que participou da entrevista, informou que foi realizada toda uma articulação com as polícias de Pernambuco.

O suposto ‘amante’ da investigada foi localizado pela polícia pernambucana e informou, inclusive com a confirmação de testemunhas, que já faz mais de dois meses que não vem a Campina Grande.

Aparentemente, a madrasta de Samuel tentou, em depoimento, insinuar que o menino teria sofrido violência sexual antes de ser espancado e morto, mas exames periciais descartaram qualquer abuso sexual na criança.

Essa informação foi confirmada pelo diretor do Numol de Campina Grande, Márcio Leandro, que também participou da coletiva.

“Não há indícios de abuso sexual. A morte da vítima foi causada por hemorragia interna, fruto de lesões recentes. A criança apresenta lesões por todo o corpo. Foi morte imediata”, declarou Márcio, detalhando outras constatações da perícia.

Diante das evidências, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva da madrasta de Samuel Lucas, que permanece detida desde sábado.

Ela é a atual companheira do pai de Samuel, que cumpre pena no presídio do Serrotão. Há cerca de um mês que a criança estava sob guarda da investigada.

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